Trabalhos Científicos
- 1. INFORMAÇÕES
- 2. INSTRUÇÕES PARA SUBMISSÃO DE RESUMOS
- 3. MODALIDADES DE APRESENTAÇÃO
- 4. CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DOS TRABALHOS
- 5. INSTRUÇÕES PARA ENVIO DE RESUMOS
- 6. DATAS E PRAZOS IMPORTANTES
- 7. CERTIFICADOS E PUBLICAÇÃO NOS ANAIS
- 8. COLETIVOS TEMÁTICOS
1. INFORMAÇÕES
10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde receberá resumos expandidos de trabalhos até 30/03/2026 às 23 horas (horário de Brasília). Os resumos deverão ser enviados exclusivamente pelo sistema integrado ao site do congresso.
Após preencher o formulário de inscrição, você poderá enviar o seu resumo, acompanhar todo o processo de avaliação e emitir seu recibo de pagamento, sempre informando o seu login e senha. Se você ainda não se inscreveu, clique aqui para preencher o formulário de inscrição. Se você já se registrou, utilize seu login e senha para acessar sua área restrita e enviar o seu trabalho no menu “Meus Trabalhos”.
Os/As interessados/as em submeter resumos de trabalhos devem selecionar inicialmente o Coletivo Temático (CT) desejado (clique aqui para acessar os CTs) e enviar um resumo expandido de até 5.000 caracteres (incluindo os espaços). No caso do CT Ampliando Linguagens, recomendamos consultar atentamente a respectiva ementa, pois requer uma categoria diferenciada e exclusiva de apresentação de trabalhos, conforme item 2.3 abaixo.
Limites de resumos por participante: Cada participante poderá submeter apenas um resumo expandido em sua área restrita. Não há limite para participação como coautor em trabalhos inscritos por outros/as participantes.
- Obrigatoriedade de pagamento da taxa de inscrição - Para submeter os resumos não é necessário efetuar o pagamento da inscrição. Entretanto, caso o trabalho seja aprovado, a inclusão na programação do evento está condicionada ao pagamento da taxa inscrição ou envio da nota de empenho até 18 de junho de 2026.
Se o(a) autor(a)/coautor(a) responsável pelo trabalho não efetuar o pagamento da taxa de inscrição no Congresso, a responsabilidade pelo trabalho poderá ser transferida para um(a) coautor(a) que esteja com a taxa de inscrição paga e sem trabalho em sua área restrita já que cada inscrito poderá ter até 01 trabalho aprovado. Para isso, é preciso enviar uma mensagem para o e-mail trabalhos@cshs.org.br até o dia 18 de junho de 2026.
É imprescindível a presença do(a) autor(a) responsável pelo trabalho para que o certificado seja liberado na área restrita após a realização do congresso. Os valores com descontos possuem prazo limitado! Veja com atenção essa informação na seção incrições. Nos casos da taxa de insncrição por meio de nota de empenho, está deverá ser encaminhada para secretaria do evento até o dia 18 de junho de 2026
2. INSTRUÇÕES PARA SUBMISSÃO DE RESUMOS
Para submeter seu resumo à avaliação, você precisará escolher um dos Coletivos Temáticos da lista de aprovados (clique aqui para acessar a lista de CTs) e uma das três modalidades de trabalhos.
Atente para a especificidade da modalidade 2.3 Outras Linguagens pois é exclusiva para o CT Ampliando Linguagens, não sendo possível essa modalidade em outros Coletivos Temáticos.
Os Coletivos Temáticos têm como objetivo o aprofundamento da reflexão crítica, dialógica, processual e compartilhada do seu tema central. Assim, torna-se importante priorizar a participação em todas as atividades do mesmo Coletivo Temático, de forma a contribuir para o aprimoramento do debate sobre o tema.
2.1. MODALIDADES DE TRABALHOS
2.1.1. Relato de Pesquisa: são trabalhos originais realizados por docentes, pesquisadores/as e estudantes de graduação e de pós-graduação de instituições públicas e privadas, profissionais das políticas públicas de saúde e de serviços de saúde e militantes de movimentos sociais, sobre tema relacionado ao Coletivo Temático selecionado. Essa modalidade de apresentação tem como objetivo socializar o conhecimento produzido durante o processo da pesquisa, trazendo reflexões que possibilitem o fortalecimento do campo das Ciências Sociais e Humanas em Saúde e a construção compartilhada de propostas sobre o tema.
O resumo expandido deve conter apenas texto, não devendo ser inseridos gráficos, tabelas e outros recursos visuais. Também devem ser consideradas as seguintes orientações:
- Apresentar, no máximo, 5000 caracteres, incluindo os espaços, escrito de forma coerente e lógica;
- Título: deve ser objetivo, conciso e informativo. O campo deve ser preenchido com LETRAS EM CAIXA ALTA e conter até 170 caracteres, considerando os espaços, que não serão computados na contagem dos 5000 caracteres do resumo expandido;
- Autores/as: informar nome completo, nome em formato para referência e filiação institucional. Primeiro deve ser informado o/a autor/a principal e, em seguida, se houver, o(s)/a(s) coautor(es)/a(s). Atenção: conferir se as grafias estão corretas, pois serão assumidas em certificados e demais materiais oficiais do Congresso. Máximo de 10 (dez) autores/as.
- O resumo deverá contemplar obrigatoriamente os itens: Apresentação/Introdução, Objetivos, Metodologia, Resultados e discussão, Conclusões/Considerações Finais. Os/As autores/as podem distribuir livremente a organização do texto por esses diferentes itens.
- Eixo temático prioritário: é obrigatória a seleção de um dos eixos da relação disponível.
- Eixo temático secundário: caso o resumo possa ser considerado em outro eixo, a pessoa responsável pela submissão poderá indicar um eixo temático secundário.
- Fonte(s) de financiamento: crédito a órgãos financiadores da pesquisa, se pertinente.
- Conflito de interesses: Os/as autores/as devem informar qualquer potencial conflito de interesse, incluindo interesses políticos e/ou financeiros associados a patentes ou propriedade, provisão de materiais e/ou insumos e equipamentos utilizados no estudo pelos fabricantes.
Os resumos poderão ser enviados em português, inglês ou espanhol;
2.1.2. Relato de Experiência: refere-se à sistematização de reflexões sobre experiências e vivências de enfrentamento de situações e problemas de saúde por parte de profissionais dos serviços e políticas públicas de saúde, militantes de movimentos sociais, artistas, pesquisadores/as, docentes e estudantes. Esta sistematização não é apenas a descrição de uma experiência, deve conter também uma reflexão crítica sobre os aprendizados obtidos, com o referencial teórico pertinente. Essa modalidade de relato tem como objetivo incluir no Congresso saberes provenientes das vivências que possam ser problematizadas. O relato e suas reflexões devem estar integrados ao tema e aos objetivos do Coletivo Temático para o qual foi encaminhado. Serão aceitos relatos de experiências que ainda estão em curso, mas que já propiciaram significativo aprendizado. Não serão aceitas experiências concluídas há mais de 5 anos.
O resumo expandido deve conter apenas texto, não devendo ser inseridos gráficos, tabelas e outros recursos visuais, e considerar as seguintes orientações:
- Apresentar, no máximo, 5000 caracteres, incluindo os espaços, escrito de forma coerente e lógica;
- Título: deve ser objetivo, conciso e informativo. O campo deve ser preenchido com LETRAS EM CAIXA ALTA e conter até 170 caracteres, considerando os espaços, que não serão computados na contagem dos 5000 caracteres do resumo expandido;
- Autores/as: informar nome completo, nome em formato para referência e filiação institucional. Primeiro deve ser informado o/a autor/a principal e, em seguida, se houver, o(s)/a(s) coautor(es)/a(s). Atenção: conferir se as grafias estão corretas, pois serão assumidas em certificados e demais materiais oficiais do Congresso. Máximo de 10 (dez) autores/as
- O resumo deverá contemplar obrigatoriamente os seguintes itens: contextualização, descrição, período de realização, objetivo, resultados, aprendizados e análise crítica. Os autores podem distribuir livremente a organização do texto por esses diferentes itens.
- Eixo temático prioritário: é obrigatória a seleção de um dos eixos da relação disponível.
- Eixo temático secundário: caso o resumo possa ser considerado em outro eixo, a pessoa responsável pela submissão poderá indicar um eixo temático secundário.
- Fonte(s) de financiamento: crédito a órgãos financiadores da pesquisa, se pertinente.
- Conflito de interesses: Os/as autores/as devem informar qualquer potencial conflito de interesse, incluindo interesses políticos e/ou financeiros associados a patentes ou propriedade, provisão de materiais e/ou insumos e equipamentos utilizados no estudo pelos fabricantes.
Os resumos poderão ser enviados em português, inglês ou espanhol;
2.1.3. Outras linguagens (CT Ampliando Linguagens): este espaço valoriza as diferentes formas de produção, expressão, comunicação do conhecimento e a pluralidade e modos de produzir saúde e cuidado, preferencialmente relacionadas à temática do Congresso e aos temas dos Coletivos Temáticos. Destina-se à apresentação de múltiplas práticas e reflexões teóricas em Ciências Sociais e Humanas em Saúde, que formulem e empreguem linguagens artísticas e culturais, menos convencionais no campo científico, acadêmico e dos serviços de saúde. Trata-se de um movimento de dialogicidade, cuja natureza inter e transdisciplinar permite acolher expressões clássicas e contemporâneas que singularizam e põem em relação corpo, natureza e cultura, mobilizando as tênues fronteiras entre diferentes experiências (simbólicas e racionais) voltadas para o cuidado de si e do outro. As propostas serão avaliadas pelas/os coordenadoras/es do CT Ampliando Linguagens.
O resumo expandido deve conter apenas texto, não devendo ser inseridos gráficos, tabelas e outros recursos visuais, e considerar as seguintes orientações:
- Apresentar, no máximo, 5000 caracteres, incluindo os espaços, escrito de forma coerente e lógica;
- Título: deve ser objetivo, conciso e informativo. O campo deve ser preenchido com LETRAS EM CAIXA ALTA e conter até 170 caracteres, considerando os espaços, que não serão computados na contagem dos 5000 caracteres do resumo expandido;
- Autores/as: informar nome completo, nome em formato para referência e filiação institucional. Primeiro deve ser informado o/a autor/a principal e, em seguida, se houver, o(s)/a(s) coautor(es)/a(s). Atenção: conferir se as grafias estão corretas, pois serão assumidas em certificados e demais materiais oficiais do Congresso. Máximo de 10 (dez) autores/as
- O resumo deverá contemplar obrigatoriamente os seguintes itens: processo de escolha do tema e de produção da obra, objetivos, ano e local da produção, análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do Congresso, formatos e suportes necessários referentes à apresentação (específicos à modalidade de apresentação escolhida dentre as opções descritas acima), breve biografia do/a autor/a. Os/As autores/as podem distribuir livremente a organização do texto por essas diferentes dimensões.
- Eixo temático prioritário: é obrigatória a seleção de um dos eixos da relação disponível.
- Eixo temático secundário: caso o resumo possa ser considerado em outro eixo, a pessoa responsável pela submissão poderá indicar um eixo temático secundário.
- Fonte(s) de financiamento: crédito a órgãos financiadores da pesquisa, se pertinente.
- Conflito de interesses: Os/as autores/as devem informar qualquer potencial conflito de interesse, incluindo interesses políticos e/ou financeiros associados a patentes ou propriedade, provisão de materiais e/ou insumos e equipamentos utilizados no estudo pelos fabricantes.
Os resumos poderão ser enviados em português, inglês ou espanhol;
O Congresso ofertará espaços de apresentação e estrutura básica, mas não se responsabilizará por providenciar materiais específicos ou condições especiais de apresentação, além das estruturas já previstas para o evento.
3. MODALIDADES DE APRESENTAÇÃO
As sessões de Coletivos Temáticos têm previsão de duração de 90 minutos, contemplando as diferentes modalidades de apresentação previstas.
3.1. Comunicação oral nas sessões dos CT (COMUNICAÇÃO ORAL – CO)
Os trabalhos aprovados nessa modalidade serão apresentados em sessões temáticas com seis trabalhos por sessão. Cada trabalho terá dez minutos para apresentação. Após as apresentações, haverá debate com os/as respectivos/as autores/as, mediado pela coordenação da sessão. Para os relatos de experiência, sugere-se a utilização de meios audiovisuais de forma apenas complementar, de modo a não prejudicar a centralidade da apresentação oral.
3.2. Comunicação oral curta nas sessões dos CT para uma Roda de Conversa (COMUNICAÇÃO ORAL CURTA – COC)
A modalidade comunicação oral curta será apresentada na sequência da sessão de comunicações orais. Serão dez apresentações por sessão. Cada trabalho terá seis minutos de exposição oral (a projeção é opcional), com a presença obrigatória de um/a dos/as autores/as. A apresentação será feita sob a forma de Roda de Conversa, cujo debate será conduzido por um/a mediador/a.
3.3. CT Ampliando Linguagens
Cada sessão terá duração de 90 minutos, com cinco trabalhos por sessão. Cada trabalho terá 15 minutos para a apresentação. Ao final das apresentações, haverá 15 minutos de debate e discussão.
Os trabalhos aprovados para apresentação no CT Ampliando Linguagens deverão ser apresentados em um dos diferentes formatos como descrito abaixo.
- Filmes, documentários, vídeos: ficha técnica, sinopse + link da plataforma ou de drive: Para a apresentação na íntegra, serão aceitos Narrativas de bolso/Doc de celular, Curtas-metragens, Médias e Longas-metragens poderão ser apresentados no formato trailer ou em versão curta de, no máximo, 15 min. As propostas de vídeos/filmes devem conter a indicação de link para visualização do material, e devem estar hospedadas online em plataformas como YouTube [https://www.youtube.com/], Vimeo [https://vimeo.com/] ou congêneres de acesso livre. As informações do material devem estar acompanhadas de análise crítica e/ou intencionalidade da produção, articulada à Saúde Coletiva.
- Fotografias: ficha técnica, resumo + fotografias. Os ensaios fotográficos poderão ter de 05 (cinco) a 10 (dez) fotografias, de autoria do/a proponente. As imagens podem ser enviadas em formatos variados, mas devem ter qualidade superior a 1M e 300dpi. Devem ser enviadas com nomenclatura que indique a ordem para a exposição. Pode-se também compartilhar no resumo as fotografias por meio de links de plataformas digitais de acesso livre (como issuu, por exemplo). As informações do material devem estar acompanhadas de análise crítica e/ou intencionalidade da produção, articulada à Saúde Coletiva.
- Desenhos, ilustrações gravuras, pinturas: ficha técnica, resumo + imagens em formato digital. Poderão ter de 05 (cinco) a 10 (dez) imagens de autoria do/a proponente. As imagens podem ser enviadas em formatos variados, mas devem ter qualidade superior a 1M e 300dpi. Devem apresentar nomenclatura que indique a ordem de exposição. Pode-se também compartilhar no resumo as fotografias por meio de links de plataformas digitais de acesso livre (como issuu, por exemplo). As informações do material devem estar acompanhadas de análise crítica e/ou intencionalidade da produção, articulada à Saúde Coletiva.
- Teatro, Sarau, Cordel: ficha técnica, resumo, podendo conter link de gravação ou fotografias da apresentação, link que deve estar hospedado online em plataformas como YouTube, Vimeo ou congêneres de acesso livre. As informações do material devem estar acompanhadas de análise crítica e/ou intencionalidade da produção, articulada à Saúde Coletiva.
- Expressão musical: ficha técnica, resumo, com link da plataforma de áudio, ou link de gravação ou fotografias da apresentação, link que deve estar hospedado online em plataformas como YouTube, Vimeo ou congêneres de acesso livre. As informações do material devem estar acompanhadas de análise crítica e/ou intencionalidade da produção, articulada à Saúde Coletiva.
- Corpo/dança: ficha técnica, resumo, com link de gravação ou fotografias da apresentação, link que deve estar hospedado online em plataformas como YouTube, Vimeo ou congêneres de acesso livre. As informações do material devem estar acompanhadas de análise crítica e/ou intencionalidade da produção, articulada à Saúde Coletiva.
- Podcast: ficha técnica, resumo, com link da plataforma de áudio, ou link de gravação ou fotografias da apresentação, link que deve estar hospedado online em plataformas como YouTube, Vimeo ou congêneres de acesso livre. As informações do material devem estar acompanhadas de análise crítica e/ou intencionalidade da produção, articulada à Saúde Coletiva.
- Carta de Memórias: o 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde acolherá uma linguagem diferenciada para propiciar espaço para quem desejar memorializar experiências de saúde/adoecimento, práticas de cuidado e de gestão, embebidas nos saberes comuns e cotidianos. Estes saberes nos remetem ao compromisso com a emancipação coletiva e política; e com a reparação, a decolonialidade e a reconstrução crítica.
Por quê cartas e por quê memórias? Porque tempos difíceis e situações complexas necessitam de elaboração pessoal e coletiva. Contar memórias pode significar resistência e reparação, compartilhar saberes múltiplos em convivência. É desejável que seus autores e autoras ressaltem a intersecção entre tempos históricos, onde as desigualdades são friccionadas por movimentos de luta, em ambientes muitas vezes áridos, nos quais o ponto de partida e ponto de chegada são o oferecimento de práticas de saúde, no encontro com afetos e dissonâncias. As propostas podem ser apresentadas na letra escrita, digitada ou manuscrita. Caso seja manuscrita, deverá ser digitalizada. As cartas escritas podem ter, no máximo, duas páginas e devem ser compartilhadas no resumo por meio de um link onde estarão hospedadas.
Os/As autores/autoras devem submeter suas propostas de cartas de memórias escolhendo o Coletivo Temático Ampliando Linguagens e a modalidade de apresentação Carta de Memórias. As Cartas de Memórias aprovadas poderão ser lidas/apresentadas no momento de abertura de algumas atividades do Congresso, ou ainda, expostas em espaço próprio do Congresso, em formato de varal ou painel, em ambiente público para leitura pelos/as participantes do evento.
4. CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DOS TRABALHOS
Além da observância aos requisitos de resumos acima explicitados, o processo de avaliação adotará os seguintes critérios para análise:
Para os relatos de pesquisa:
• Adequação à temática do congresso e do Coletivo Temático ao qual foi submetido;
• Adequação do título;
• Relevância, atualidade e natureza inovadora;
• Adequação conceitual e metodológica para o alcance dos objetivos e dos resultados;
• Características do resumo submetido no que se refere à organização, capacidade de síntese e compreensão do texto.
Para os relatos de experiência:
• Adequação à temática do Congresso e do Coletivo Temático ao qual foi submetido;
• Adequação do título ao conteúdo do texto;
• Objetividade e organização da descrição e reflexão da experiência;
• Capacidade de síntese e profundidade da reflexão;
• Relevância da experiência, dos aprendizados e das reflexões realizados para os desafios atuais da Saúde Coletiva.
Para os trabalhos submetidos à modalidade CT Ampliando Linguagens:
• Adequação à temática do Congresso;
• Adequação do título ao conteúdo;
• Capacidade de organização da descrição, reflexão crítica e intencionalidade da produção, articulada à Saúde Coletiva;
• Relevância da produção e da potencialidade da linguagem para a produção do conhecimento em Saúde Coletiva, na articulação entre Ciência e Arte;
• Qualidades estéticas.
Observações:
Resumos que não cumpram com as exigências descritas não serão aceitos. Resultados com afirmações como “resultados serão apresentados” e ou “dados serão analisados” não serão considerados. A modalidade de apresentação será decidida pela Comissão Científica, de acordo com os critérios de avaliação. Tendo em vista as etapas necessárias para a organização do congresso, o resultado da avaliação dos trabalhos não será passível de recurso. A partir de 24 de julho de 2026, a Comissão Organizadora comunicará aos autores a data, o horário e o local para apresentação dos trabalhos aprovados. O número de trabalhos aprovados será definido de acordo com os critérios da Comissão Científica, considerando a adequação ao tempo e aos espaços disponíveis para a realização do congresso.
Os resumos recebidos serão publicados nos Anais do Congresso sem edição. Por isso, reforçamos a importância da revisão ortográfica e gramatical no preparo dos mesmos. No mesmo sentido, devem ser observadas as orientações referentes ao padrão para preenchimento do título, do(s) nome(s) de autor(es) e do resumo.
5. INSTRUÇÕES PARA ENVIO DE RESUMOS
Para submeter os resumos dos trabalhos ao processo de avaliação, você deverá acessar o menu restrito "Meus Trabalhos". Caso você não esteja visualizando este menu, é porque ainda não foi reconhecido/a pelo sistema. Neste caso, proceda da seguinte forma:
• Novo/a usuário/a
Se você ainda não fez sua inscrição no evento, acesse o menu "Inscrições" e preencha o formulário ao final da página. Lembre-se de ler atentamente as informações contidas nesta página antes de proceder com o cadastro. Ao finalizar o envio do formulário, acesse sua área restrita para que você encontre o menu "Meus Trabalhos", mencionado acima.
• Usuário/a já cadastrado/a
Se você já efetuou sua inscrição, basta acessar sua área restrita, informando o login e a senha correspondentes. O login e a senha foram preenchidos por você no momento da inscrição. Caso tenha se esquecido de seus dados de acesso, clique no botão "Lembrar senha";
Caso seu resumo tenha sido enviado com sucesso, você receberá um e-mail imediato. Caso não o receba, verifique se o trabalho foi submetido no menu "Meus trabalhos" ou entre em contato com a Secretaria do evento através do e-mail trabalhos@cshs.org.br
Antes do envio de seu resumo, faça uma revisão detalhada do texto que será submetido para avaliação. Caso você perceba algum erro após o envio, até o dia 30/03/2026 será permitida a edição do resumo. Para isso, basta acessar a sua área restrita, e, na seção “Meus Trabalhos”, clicar no título do trabalho;
Após o dia 30/03/2026, não será possível editar o conteúdo enviado, incluindo autoria e conteúdo (título e resumo).
6. DATAS E PRAZOS IMPORTANTES
Data limite para envio de resumos: 30/03/2026
Divulgação do resultado da avaliação: a partir de 11/05/2026
Prazo para mudança de autor responsável: 18/06/2026
Prazo para pagamento da taxa de inscrição para autores responsáveis e apresentadores: 18/06/2026
Divulgação do dia e horário de apresentação dos trabalhos: a partir de 24/07/2026
7. CERTIFICADOS E PUBLICAÇÃO NOS ANAIS
● Será disponibilizado online (na área restrita do autor responsável pelo resumo) apenas um certificado por trabalho aprovado, no qual constarão os nomes de todos/as os/as autores/as e coautores/as.
● Certificados de participação serão disponibilizados online (na área restrita) sete dias após o evento. O participante deverá acessar a sua área restrita, utilizando o seu login e a sua senha.
● Certificados de apresentação de trabalho nas diferentes modalidades serão disponibilizados online, no site do congresso, até sete dias após o evento, na área restrita do/a autor/a responsável pelo trabalho.
● Os anais serão disponibilizados no site do congresso até 90 dias após o evento.
● Apenas os trabalhos aprovados, apresentados durante o congresso e com presença do/a autor/a responsável farão parte da publicação dos anais
8. COLETIVOS TEMÁTICOS
CT 01 - Ampliando Linguagens
A arte, a literatura e a cultura popular, em suas múltiplas linguagens, expressam e problematizam experiências complexas de sociabilidade, abrindo possibilidades para práticas sociais decoloniais, inclusivas, participativas e libertadoras de promoção e cuidado em saúde. Também comunicam com potência, densidade e/ou leveza, produzindo transformações em ato e desvelando dimensões historicamente negadas e/ou invisibilizadas no campo da Saúde Coletiva, especialmente nas esferas acadêmico-científicas. A experiência coletiva, também subjetiva e singular, da saúde, do adoecimento e do cuidado, formal ou informal, cotidiano ou excepcional, recorre historicamente a essas linguagens para dialogar com o outro e consigo, criando sentidos e transmutando realidades. Isso ocorre quando a arte traduz processos de saúde-doença-cuidado observados, vividos, estudados e performados (inclusive em terapias e propostas de cuidado), em filmes, em literatura, fotografias, teatro, desenhos, ilustrações, músicas e outros formatos. Manifesta-se ainda de modo espontâneo e culturalmente enraizado em experiências transgeracionais de grupos sociais, como cordéis, práticas corporais, vivências místicas, rituais e movimentos coletivos de luta pela produção da saúde. O CT Ampliando Linguagens busca identificar, estimular e debater essas formas de expressão no amplo campo da Saúde Coletiva, envolvendo trabalhadoras/es de serviços de saúde, grupos de pesquisa e extensão, instituições de ensino, lideranças de movimentos sociais e populares e coletivos de arte e cultura popular. Pretende fomentar o diálogo e a performance vivencial entre arte, ciência e vida, articulando movimentos ético-político-epistemológico-estéticos e estratégias de comunicação, produção de conhecimento e aprendizagens ao longo da vida, baseadas em solidariedade e sustentabilidade do cuidado. Espera-se, assim, promover reflexões críticas e engajadas sobre sofrimento e reexistência, invenção de vida e saúde, dinâmicas etnorraciais, sociopolíticas e econômicas que produzem saúde e adoecimento, contrapondo-se às violações de direitos por meio de formas coletivas e individuais de enfrentamento em projetos democráticos e populares de sociedade.Coordenadores:
Tatiana Engel Gerhardt
Ângela Maria Pereira
Karine Wlasenko Nicolau
CT 02 - Alimentação, territórios e interculturalidade: perspectivas afropindorâmicas, decoloniais e críticas nas Ciências Sociais e Humanas em Saúde
A Alimentação e Nutrição constitui um campo transdisciplinar estratégico para compreender as relações entre território, cultura, ambiente, corpo, política, saúde e segurança alimentar e nutricional. Não se restringe à dimensão biológica, envolvendo sistemas alimentares, modos de vida, cosmologias, saberes, poder, políticas públicas e disputas de sentidos que atravessam a produção da vida. Em diálogo com o 10º CSHS, este Coletivo Temático propõe reunir pesquisas e experiências que abordem criticamente as interfaces entre alimentação, nutrição, saúde e insegurança alimentar no campo das Ciências Sociais e Humanas em perspectivas afropindorâmicas. A iniciativa nasce no âmbito do GT Alimentação, Nutrição e Saúde Coletiva da ABRASCO, espaço de articulação científica e política desse campo. O CT comporta referenciais de estudos decoloniais, pensamento de intelectuais quilombolas e negros brasileiros, pensamento afropindorâmico e outras epistemologias pluriversais com modos de sentir/fazer/pensar, em diálogo confluente com a natureza. A alimentação é compreendida como fenômeno social atravessado por colonialidade, racismo, patriarcado e capitalismo, além de processos de memória, ancestralidade, cuidado e reexistências. Serão acolhidos trabalhos que problematizem o campo das ciências da nutrição, como o nutricionismo, a medicalização da vida, a formação em Saúde Coletiva, modelos hegemônicos de ciência e as formas de governo dos corpos, territórios e natureza frente ao colapso climático. Serão bem-vindas as contribuições que dialoguem com povos e comunidades tradicionais, populações negras, periferias, movimentos sociais, agricultura familiar, cozinhas solidárias e iniciativas de soberania e segurança alimentar e nutricional, bem como estudos interseccionais que articulem alimentação, políticas, ciências sociais, educação popular, comunicação, artes e metodologias participativas. O objetivo é fortalecer a Alimentação e Nutrição nas Ciências Sociais e Humanas em Saúde, promovendo trocas intersaberes, interdisciplinares e inter-regionais para construir agendas comprometidas com justiça alimentar, social, ambiental, racial e epistêmica e a segurança alimentar e nutricional para todas as pessoas.Coordenadores:
Viviane Marinho da Costa
Lucinara Martins da Silva
Vivian Carla Honorato dos Santos de Carvalho
CT 03 - Ambiente, Convivência, Democracia, Transculturalidade e Saúde Mental
Objetivo: discutir de forma ampliada e abrangente questões referentes aos ambientes de convivência humana e do ser humano com a natureza, a importância das estruturas sociopolíticas, econômicas e culturais na configuração destas relações e as implicações para a promoção, atenção e cuidado da saúde mental das populações. Justificativa: As relações do ser humano com o ambiente natural e social determinam condições de saúde física, mental e social das populações. Os modos de vida contemporâneos consolidaram, no mundo capitalista ocidental, convivências impregnadas de desigualdades, violências e injustiça, e uma cultura onde imperam sensações de impotência frente a destruição dos meios de sustentabilidade da vida, apoiadas em uma arquitetura estrutural que parece inevitável, incontrolável e invencível. Neste contexto, tornam-se prevalentes o sofrimento e os distúrbios psíquicos. No Brasil, testemunhamos, contemporaneamente, acirrados ataques à Democracia, aos Direitos Humanos e Sociais, à soberania nacional, a instauração de uma cultura submetida à economia de mercado, a destruição do meio ambiente e a implementação de ações articuladas internacionalmente visando o neocolonialismo, a opressão e o genocídio das minorias de poder. São minadas, nesta cultura, a esperança, a mobilização de movimentos sociais e a luta pela transformação social e cultural. Concomitantemente, e não por coincidência, aumentam os índices de transtornos mentais de diversos níveis de gravidade, particularmente preocupante entre crianças, jovens e populações oprimidas. Ao mesmo tempo, vem sendo sabotada a capacidade de enfrentamento destes transtornos, tanto no nível individual/grupal, como no das políticas públicas, exauridas pelas sistemáticas ações de apropriação e diversão dos recursos financeiros e comunitários. Experiências interseccionais de enfrentamento, trabalhando na ótica do decolonialismo, da transculturalidade e da inclusão social, devem ser amplamente divulgadas, discutidas e avaliadas. Justifica-se, assim, um fomento à discussão, no campo da Saúde Coletiva, sobre este entrelaçamento entre Ambiente, Convivência, Democracia, Transculturalidade e Saúde Mental.Coordenadores:
Walter Ferreira de Oliveira
Rossano Lopes Bastos Naiara
Yusy Dolabella Sampaio
CT 04 - Bioética em Saúde Coletiva: cuidado, ambiente, ética em pesquisa e justiça social nos territórios
Propomos um espaço crítico-propositivo de articulação entre pesquisadoras(es), trabalhadoras(es) da saúde, movimentos sociais e lideranças territoriais e de povos tradicionais para fortalecer a bioética em saúde coletiva como campo comprometido com a vida concreta, os territórios e a justiça social. A bioética consolidou-se no Brasil como campo de abordagem interdisciplinar com forte contribuição das ciências sociais e humanas, e este CT parte do reconhecimento de que problemas éticos contemporâneos não podem ser dissociados dos contextos sociais, ambientais, culturais e políticos que produzem desigualdades, vulnerabilidades e sofrimentos evitáveis. Ancorado em perspectivas críticas latino-americanas e da saúde coletiva, propomos uma bioética situada, que desloca o debate ético de modelos abstratos e universalizantes para a análise e a transformação de práticas, políticas públicas, instituições e epistemologias que incidem sobre a vida nos territórios. Iniquidades em saúde, racismo ambiental, mistanásia, negligências estruturais, judicialização seletiva da vida, vulnerabilidades intergeracionais e conflitos interculturais são compreendidos como expressões de injustiças ético-políticas que exigem respostas coletivas e corresponsáveis. Também analisamos como a promulgação da Lei 14.874/2024 e a criação da Instância Nacional da Ética em Pesquisa reconfiguram o campo, impactando a autonomia das pessoas, especialmente de povos indígenas e tradicionais, e produzindo riscos de apagamento de epistemologias não hegemônicas. O CT busca fortalecer reflexões sobre ética em pesquisa nas ciências sociais e humanas, experiências colaborativas e interculturais e integridade científica. Como objetivos propõe: promover o diálogo inter-regional, interinstitucional, interdisciplinar e intersaberes sobre bioética em Saúde Coletiva; compartilhar experiências territoriais de enfrentamento das desigualdades sociais, ambientais e sanitárias; construir princípios operativos, agendas e recomendações ético-políticas orientadas pelo cuidado, corresponsabilidade e justiça social; e estimular linguagens artísticas, narrativas territoriais e práticas culturais como formas legítimas de produção de conhecimento ético. Busca, assim, consolidar redes críticas e solidárias capazes de incidir nas políticas públicas e ampliar a participação social na produção democrática do conhecimento e da vida digna em diferentes territórios brasileiros.Coordenadores:
Fernando Hellmann
Karla Patrícia Cardoso Amorim
Luzilena de Sousa Prudêncio
Putira Sacuena
Rui Harayama
CT 05 - Branquitude e Saúde Coletiva: racismo, modos de produção das iniquidades e estratégias de enfrentamento
Este Coletivo Temático tem como objetivo refletir sobre a incidência da branquitude na Saúde Coletiva. Branquitude aqui é compreendida como um sistema de privilégios social e historicamente forjado, que emerge da dominação econômica e política operada pelo grupo social branco, sob a insígnia da racialidade, ou seja, mediante a transformação de fatores morfofenotípicos em sistemas sociais de diferenciação, hierarquização e distribuição desigual de poder, bens e direitos. Apesar de sua importância desde a modernidade, evento a partir do qual os sistemas raciais passam a estruturar as relações humanas e seus modos de produzir e significar a vida em esfera global, e do interesse crescente acerca do tema nas ciências sociais e humanas, branquitude ainda é um conceito pouco operacionalizado no campo da Saúde. Essa contradição evidencia dois de seus traços fundamentais: o silêncio sobre sua dinâmica e repercussões, e a invisibilização de seus atores, necessários à manutenção do pacto de branquitude, conforme Bento define, um acordo tácito e não nomeado entre brancos para manutenção de vantagens institucionais sistemáticas que assegurem os privilégios materiais e simbólicos do grupo racial dominante. Logo, o CT justifica-se por colocar em questão o racismo e dar forma aparente, em perspectiva crítica, dialética e atenta às particularidades do país, aos seus mecanismos, observando suas manifestações na Saúde Coletiva. Destaca o papel desse grupo e desse sistema de poder no fomento, produção e reprodução das iniquidades. São esperados relatos de experiência e pesquisa que evidenciem a branquitude e sua incidência na produção de epistemologias e conhecimentos na área, na consecução e gestão de políticas, nos arranjos institucionais, nas práticas assistenciais e de cuidado, nas análises de indicadores de saúde, assim como trabalhos sobre os enfrentamentos que advém da apropriação dessa categoria, como ferramenta teórica, analítica e política para confrontar e inibir sua própria ação.Coordenadores:
Mônica Mendes Gonçalves
Leandro Augusto Pires Gonçalves
Ionara Magalhães Souza
CT 06 - Deficiência, direitos humanos e anticapacitismo
Este coletivo visa promover a discussão do conceito de deficiência para além de uma questão biomédica, privilegiando as ciências sociais e humanas e seus Estudos da Deficiência (Disability Studies), que surgem do ativismo e protagonismo de pessoas com deficiência, com o intuito de ampliar e complexificar o debate sobre a relação entre corpos com impedimentos e ambientes/contextos socioculturais, mais ou menos receptivos à diversidade corporal. O objetivo é o de promover mesas e sessões de trabalhos artísticos e científicos abordando a deficiência de forma intersetorial, para além das políticas de saúde, e interseccional, que dialoga com os debates sobre diversas expressões da opressão, tais como o racismo, o sexismo, a xenofobia, a aporofobia, a intolerância religiosa, dentre outras. Temas como direitos humanos, acessibilidade, anticapacitismo, políticas de cuidado e de inserção social que contribuam para o bem viver das pessoas com deficiência na sociedade serão acolhidos nesse Coletivo. Por ser na região Norte do país, será privilegiado o debate acerca das pessoas com deficiência da Amazônia, incluindo populações ribeirinhas e indígenas, que vivenciam intensamente a falta de acessibilidade e o capacitismo ambiental que se agrava com a crise climática, o que requer do Estado brasileiro a efetivação de políticas públicas de equidade.Coordenadores:
Victor da Silva Aquino
Fernanda Jorge Maciel
Priscilla Viégas Barreto de Oliveira
CT 07 - Desafios do envelhecimento populacional para o século XXI e sua interface com a saúde, o ambiente e a pluralidade dos territórios
O envelhecimento está intrinsecamente relacionado às ciências sociais e humanas em saúde e tem a intersetorialidade como eixo de práticas e caminhos para a compreensão dos seus processos. As faces do envelhecimento variam de acordo com as sociedades e, no contexto capitalista do século XXI, apresenta uma invisibilidade marcante, como consequência do idadismo estrutural, apesar dos dados demográficos indicarem claramente que somos uma população envelhecida. O presente Coletivo Temático objetiva fortalecer o debate e a produção de evidências sobre o envelhecimento enquanto processo social, com a lente da interculturalidade, das questões ambientais e seus reflexos sobre a saúde e os territórios neste século. Os dados da projeção populacional para o ano de 2026 apontam que seremos pouco mais de 36 milhões e meio de pessoas idosas, majoritariamente do gênero feminino e com um contingente expressivo de pessoas com 80 anos e mais. Os territórios em que vivem essas pessoas são muito desiguais, caracterizados por uma forte disparidade socioeconômica, regional e grandes iniquidades no modo de envelhecer. Há o modo de envelhecer em redes urbanas integradas no Sul e Sudeste, em contraste com territórios mais jovens e isolados no Norte e Nordeste. Nas ruralidades, o envelhecimento se dá em comunidades quilombolas e ribeirinhas ancestrais e até em "cidades do agronegócio", marcadas pelo intenso êxodo juvenil. Desigualdades raciais e socioeconômicas históricas influenciam sobremaneira o envelhecimento no Brasil, sobretudo entre pessoas negras, indígenas e brancas. Convivemos ainda com o idadismo climático, que exclui das pessoas idosas das agendas ambientais, ignorando essas vulnerabilizações frente a desastres naturais, exigindo protocolos territoriais de resiliência e saúde pública mais eficazes. Por outro lado, é preciso ainda reconhecer, particularmente no âmbito das políticas públicas, que a interculturalidade valoriza os saberes de povos tradicionais, conectando ancestralidade e ciência para gerar novas estratégias de cuidado coletivo.Coordenadores:
Yan Nogueira Leite de Freitas
Maria Fabiana Damasio Passos
Vanessa de Lima Silva
CT 08 - Determinantes sociais e ambientais da saúde e doenças negligenciadas
As doenças negligenciadas (DN), causadas por agentes infecciosos ou parasitas, são endêmicas em populações que vivem em situação de pobreza e estão fortemente associadas a contextos de desigualdade social, injustiça/racismo ambiental e processos históricos de exclusão. Compreender sua ocorrência exige abordagens que extrapolem as explicações biomédicas, incorporando as relações sociais e ambientais que impactam as condições de saúde em suas múltiplas interações, nos territórios onde essas enfermidades estão presentes. Este Coletivo Temático propõe reunir reflexões que problematizem, a partir de perspectivas críticas e interdisciplinares, as DN, considerando os determinantes sociais e ambientais, o território como esquema analítico e uma perspectiva interseccional entre raça, classe, gênero e outros fatores. São bem-vindos trabalhos teóricos sobre conceitos e marcos analíticos relacionados aos determinantes sociais e ambientais da saúde e às DN, bem como produções empíricas de diferentes contextos e escalas, como estudos de caso, pesquisas qualitativas e quantitativas, projetos em andamento ou já concluídos. Encorajamos perspectivas inter e multidisciplinares, que abrangem os campos da saúde, ciências sociais, geografia, epidemiologia, planejamento, entre outras áreas de conhecimento. Também acolheremos trabalhos sobre metodologias de investigação, incluindo desafios éticos e culturais, estratégias participativas, abordagens decoloniais e leituras sensíveis às especificidades dos territórios, suas dinâmicas sociais e redes de relações entre localidades, povos e comunidades. Assim, buscamos fomentar um espaço de diálogo que contribua para o avanço teórico, metodológico e empírico no campo das DN e dos aspectos sociais e ambientais, para compreender os principais processos na busca coletiva pela eliminação destas doenças e pela equidade em saúde.Coordenadores:
Priscila Neves Silva
Clarissa dos Santos Veloso
Franklin Plessmann de Carvalho
CT 09 - Educação Popular em Saúde: Teoria, Políticas e Experiências Interculturais e Equânimes nos Territórios e na Saúde Coletiva
Historicamente, a Educação Popular tem sido um campo importante na construção, na consolidação e na defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), percebida, na maioria das vezes, mais próxima do controle social e da participação popular, mas deve ser vista também como teoria-método na formação dos trabalhadores e das trabalhadoras, de apoios aos processos de gestão democrática do SUS, e até como abordagem na produção do cuidado e da atenção à saúde, no que tange aos aspectos da saúde coletiva nos territórios. Paulo Freire sinaliza que educação e cultura são dimensões indissociáveis, com diálogos entre saberes, consideração da história e da realidade das pessoas. Na atualidade, é fundamental que a Educação Popular em Saúde se coloque disponível para apoiar debates sobre temas importantes, como por exemplo, as mudanças climáticas, a democracia e o bem-viver no cotidiano e nos locais onde as pessoas vivem, trabalham e exercitam seus saberes e fazeres. No contexto da Saúde Coletiva, o Grupo de Trabalho em Saúde, da ABRASCO, tem procurado colaborar com o debate da Interculturalidade e das Ciências Humanas, que se apresenta como possibilidade de diálogo e experiência potente. Por isso, propõe esse Coletivo Temático (CT), cujo objetivo é possibilitar a partilha de relatos de pesquisas, experiências e práticas que apontem reflexões sobre teoria e métodos de Educação Popular em Saúde, articulados com temas existentes e insurgentes ancorados nos ideários interculturais e de territórios na área da Saúde Coletiva. A proposição deste CT justifica-se, entre outras premissas, pela necessidade de tornar visível as experiências existentes, e com isso, colaborar para o fortalecimento da Educação Popular em Saúde. É também relevante, tendo em vista o papel do GT de Educação Popular em Saúde, da ABRASCO, na difusão do tema nos diferentes contextos da Saúde Coletiva.Coordenadores:
José Carlos da Silva
Damiana Bernardo de Oliveira Neto
Marcos Aurélio Matos Lemões
CT 10 - Emergências Climáticas e Racismo Ambiental em territórios Tradicionais
A emergência climática aprofunda desigualdades socioambientais historicamente estruturadas no Brasil, atingindo de modo desproporcional povos indígenas, populações negras, quilombolas, ribeirinhas, pesqueiras artesanais e outras comunidades tradicionais. Esses grupos vivenciam, de forma intensificada, eventos climáticos extremos, degradação ambiental, insegurança alimentar, hídrica, e ameaças aos direitos territoriais e aos modos de vida, com repercussões diretas na saúde. Tais fenômenos dialogam com o conceito de racismo ambiental, que evidencia a distribuição desigual de riscos e benefícios ambientais segundo marcadores de raça, etnia e classe. No campo das Ciências Sociais e Humanas em Saúde, destaca-se a necessidade de aprofundar análises sobre as interseções entre clima, território, ambiente, saúde e direitos, valorizando epistemologias, práticas e experiências populares e comunitárias, produzidas por povos e comunidades tradicionais. Além disso, impõem-se desafios para a produção de conhecimentos capazes de subsidiar políticas públicas culturalmente informadas, socialmente contextualizadas e orientadas pela justiça ambiental. Assim, a proposta converge com o tema do 10º CBCSHS ao tensionar relações entre interculturalidade, ambiente, saúde e direitos. O objetivo deste Coletivo Temático é reunir pesquisadoras(es), profissionais, estudantes, lideranças comunitárias e representantes de movimentos sociais envolvidas(os) com a emergência climática, com o racismo ambiental e com a defesa da saúde de comunidades tradicionais, fomentando intercâmbios de saberes e agendas estratégicas no campo da Saúde Coletiva. Serão acolhidos trabalhos relacionados a emergências climáticas e desigualdades socioambientais; racismo e injustiças ambientais; impactos das mudanças climáticas para a saúde; desastres climáticos, deslocamentos e saúde; territórios, direitos e comunidades tradicionais; saberes tradicionais e bem viver; justiça climática e políticas públicas; conflitos ambientais e extrativismos; segurança alimentar e nutricional; vigilância ambiental e intersetorialidade; educação popular e vigilância popular em saúde. Espera-se que o Coletivo fortaleça redes e contribua para ampliar perspectivas críticas sobre clima, racismo e saúde, subsidiando debates e políticas orientadas pela justiça socioambiental.Coordenadores:
Diana Anunciação Santos
Pedro José Santos Carneiro Cruz
CT 11 - Epistemologias de conexão e Justiça Cognitiva: diálogos interculturais para o cuidado dos territórios e a defesa da vida
Este CT propõe um espaço crítico e propositivo sobre os desafios dos encontros de saberes em pesquisas e políticas públicas interculturais no campo da Saúde Coletiva, no cuidado e defesa da vida nos territórios. Pretendemos compartilhar e refletir sobre estratégias e experiências de interculturalidade que avancem na justiça cognitiva através do diálogo respeitoso entre sistemas de conhecimentos e práticas tradicionais/cosmológicas e situadas com os provenientes da ciência moderna. O objetivo é apoiar processos emancipatórios e lutas por saúde, dignidade e bem viver, e ao mesmo tempo resgatar sabedoria na academia, nas políticas públicas, instituições e na sociedade como um todo. Este CT visa, portanto: 1) Debater os avanços e obstáculos para uma saúde intercultural nos processos de cura e cuidado que integram medicinas tradicionais e a biomedicina, Incluindo práticas do SUS; 2) Analisar o papel estratégico dos saberes holísticos indígenas e tradicionais na defesa dos ecossistemas e na promoção de territórios saudáveis e sustentáveis; 3) Propor caminhos concretos para a construção de universidades e instituições pluriepistêmicas que incluam, além da ciência moderna ocidental, sistemas de conhecimentos e cosmologias indígenas, afrodiapóricas e de outros continentes, fomentando pesquisas sensíveis co-labor-ativas de base comunitária, revisões curriculares e políticas públicas interculturalmente orientadas. A justificativa é tanto política quanto epistemológica, e fundamenta-se na urgência de superar crises e a tríade destrutiva de etnocídios, ecocídios e epistemicídios decorrentes do colonialismo e do capitalismo neoliberal e neoextrativista que ameaçam territórios e a saúde dos povos. Como nos alertam lideranças tradicionais, saúde e natureza são indivisíveis para o bem viver do território, exigindo uma visão holística que supere a ciência ocidental fragmentada e logocêntrica. A persistência de preconceitos, que reduzem saberes milenares a "folclore" ou "crença", impede diálogos frutíferos e a construção de soluções efetivas para as crises ecológicas, sanitárias e ambientais contemporâneas.Coordenadores:
Marcelo Firpo Porto
Marina Tarnowski Fasanello
João Paulo Barreto - etnia Tukano
CT 12 - Formação em Saúde Coletiva: diversidade, territórios e políticas afirmativas
O ensino em Saúde Coletiva possui trajetória consolidada, abrangendo cursos em diferentes níveis, comprometidos com a formação de agentes de transformação social. Porém, seus espaços formativos ainda estão atravessados pela branquitude e produtivismo acadêmico, produzindo pressões, silenciamentos e conflitos que contradizem os princípios da Saúde Coletiva e impactam negativamente a permanência e a saúde mental de estudantes e docentes. As políticas afirmativas na graduação e na pós-graduação têm ampliado a diversidade nos espaços formativos e contribuído com o processo de reparação histórica em relação a populações que vivenciam mais intensamente desigualdades e iniquidades persistentes na sociedade brasileira. Entretanto, tais políticas ainda encontram barreiras estruturais e relacionais que dificultam a transformação de lógicas e dinâmicas acadêmicas orientadas pelo colonialismo, pela assimilação, pela competição e pela discriminação. Essa realidade convoca mudanças mais profundas na formação em Saúde Coletiva, potencializadas pela articulação entre inovação acadêmica e políticas reparatórias, de forma a atualizar seu compromisso ético-político com o reconhecimento e a justiça social. O presente Coletivo Temático objetiva acolher relatos de experiência, pesquisas e reflexões que coloquem em perspectiva políticas afirmativas e inovações na formação em Saúde Coletiva, com ênfase nas Ciências Sociais e Humanas em Saúde, nos cursos de graduação e de pós-graduação (estrito e lato senso) da área da Saúde. Há um interesse especial em reflexões que reconheçam as diferenças como dimensão formativa e que valorizem tanto o convívio na diversidade quanto a articulação com os territórios, entendidos como elementos centrais para promover a interculturalidade na formação em Saúde Coletiva. Espera-se que os trabalhos dialoguem com teorias sociais e evidenciem tanto as barreiras quanto as conquistas na ampliação de vozes, linguagens, saberes, processos e territórios de aprendizagem nas práticas formativas em Saúde Coletiva, destacando ainda suas contribuições para a promoção da saúde mental, a permanência e o bem-viver de estudantes e docentes.Coordenadores:
Marcelo Eduardo Pfeiffer Castellanos
Jaqueline Gomes de Jesus
Mateus dos Santos Brito
CT 13 - Gestão do cuidado e o SUS: as relações das identidades com as políticas públicas de saúde
Esta proposta visa promover o debate sobre a gestão do cuidado em saúde, as atuais demandas identitárias e os desafios para a formulação e execução de políticas. A questão das identidades e do que tem sido chamado, por alguns autores, de "identitarismo", traz diversas questões para as políticas de saúde, tanto na sua formulação como na gestão e práticas assistenciais. Pretendemos aprofundar a reflexão sobre estas noções, enfatizando a importância da luta contra todas as formas de opressão, exploração e discriminação e os riscos contidos na individualização e fragmentação das políticas e do cuidado, com consequentes desafios para o ideal de integralidade em saúde. Nesse sentido, consideramos oportuno promover uma análise crítica sobre as práticas e saberes dos sujeitos em suas dimensões ético-político-educativas, observando as questões de gênero, raça e classe, envolvendo usuários, gestores e profissionais que, articulados, buscam superar a fragmentação e assegurar a integralidade e a continuidade da atenção à saúde. Na área de Saúde Coletiva, em especial no campo das Ciências Sociais e Humanas, tem avançado o debate sobre os saberes e práticas de atores implicados com coletivos de pessoas com identidades em comum (culturais, sociais, de gênero etc.), buscando reconhecimento e direitos específicos. Como objetivo, identificar reflexões críticas de natureza interdisciplinar sobre as relações das identidades com as políticas e programas no SUS e a sociedade civil organizada que, em suas formas de gestão, acionam processos que atravessam os níveis político-institucional, organizacional (entre os diferentes níveis assistenciais). A metodologia consiste na organização de eixos temáticos que agreguem o potencial de integração e articulação de perspectivas compreensíveis dos sentidos e tensões inerentes a temáticas, a partir de contribuições de estudos, pesquisas e relatos de experiências e práticas. Desta forma, propomos como eixos temáticos deste CT: a) Políticas de cuidado, Integralidade e Intersetorialidade; b) Gestão da diversidade pública e interseccionalidade em contextos de desigualdades sociais; c) Saúde, Identidades racial e de gênero.Coordenadores:
Roseni Pinheiro
Vinicius Machado
Altair Lira
CT 14 - Liberdade de ser: gênero, saúde mental, injustiças climáticas e trabalho nas histórias de si
O CT surge como desdobramento de ações de pesquisa e extensão, experiências docentes e discentes, em diálogos com o campo da saúde mental, em especial práticas da clínica ampliada e feminista e interseccionalidades (gênero, raça-etnia, classe). A proposta origina-se da integração do Projeto “Memórias da Saúde Mental: Cultura, Comunicação e Direitos Humanos/Morar em Liberdade” do Nusmad/Fiocruz Brasília e da Clínica Feminista Antirracista Interseccional do PPG de Psicologia Social da UFRGS. Intencionamos reunir pesquisadoras(es), trabalhadoras(es) da saúde, gestoras(es), movimentos sociais e usuárias(os) da rede de saúde mental para o compartilhamento de experiências cotidianas nos territórios contemporâneos do cuidado em liberdade. Acreditamos que a liberdade é terapêutica, portanto, compõe os processos de cuidado, promoção de saúde e se depara com os desafios das transformações atuais dos colapsos e injustiças climáticas, envolvendo desigualdades no acesso à cidade e às políticas relacionadas à saúde. Em consonância com o tema do 10º Congresso – Interculturalidade, ambiente e saúde: os desafios do século XXI para uma vida em conexão com os territórios, o CT oportunizará espaço para discussão e problematização das questões que envolvem gênero, tecnologias comunitárias que articulem saúde mental à luta socioambiental e direito à moradia em territórios que propiciem o exercício da liberdade. O CT quer estimular a participação de pessoas interessadas em trocas interdisciplinares sobre autonomia, inclusão social, territórios e territorialidades, gênero, interseccionalidade, saúde mental e direitos a partir de uma perspectiva decolonial. Nosso interesse está voltado para o horizonte que os territórios apresentam às(aos) usuárias(os) e trabalhadoras(es) da rede de atenção psicossocial e como as(os) mesmas(os) constroem suas trajetórias, percepções, subjetividades e vivenciam as conquistas e os impasses cotidianos. Com isso, reafirmamos a liberdade de expressão como elemento fundamental para construção de redes de suporte e desconstrução de estigmas, permitindo que as memórias e histórias de si sejam protagonizadas.Coordenadores:
Fernanda Maria Duarte Severo
Simone Mainieri Paulon
Helisleide Bomfim
CT 15 - Literacia digital crítica e violências: epistemologias, disputas e cuidados na Saúde Coletiva
As tecnologias digitais consolidaram-se como dimensões estruturantes da vida social contemporânea, atravessando os modos de produzir, acessar e compartilhar informações, afetos e práticas de cuidado. Redes sociais, algoritmos, aplicativos e sistemas de monitoramento configuram espaços de interação híbridos, nos quais se articulam relações de poder, disputas simbólicas e regimes de visibilidade. Inserido no tema do 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde — Interculturalidade, ambiente e saúde: os desafios do século XXI para uma vida em conexão com os territórios, este Coletivo Temático (CT) propõe refletir sobre a interseção entre literacia digital crítica e violências, reconhecendo que os efeitos da plataformização da vida são distribuídos de maneira desigual entre diferentes grupos sociais. O CT busca discutir como mulheres, juventudes, povos indígenas, populações negras, comunidades periféricas e grupos LGBTQIA+ experienciam, negociam e enfrentam riscos, vulnerabilidades, formas de cuidado e processos identitários em ambientes digitais marcados por desigualdades estruturais. Interessa compreender de que modo sistemas algorítmicos, modelos de recomendação e arquiteturas de plataforma intensificam a circulação de discursos de ódio, desinformação, misoginia, racismo e estigmas associados à saúde, ao mesmo tempo em que possibilitam mobilização política, denúncia, acolhimento e a constituição de redes de solidariedade. A literacia digital crítica é mobilizada como perspectiva analítica e política capaz de iluminar essas dinâmicas, permitindo apreender a complexidade das relações entre tecnologia, cultura, corpo, território e cuidado.O Coletivo Temático pretende reunir pesquisadoras/es, profissionais de saúde, educadoras/es, coletivos feministas e movimentos sociais para compartilhar pesquisas empíricas, experiências institucionais e estratégias de enfrentamento às violências mediadas digitalmente, incluindo práticas de resistência algorítmica frente a processos de vigilância e invisibilização. Também estimula abordagens interdisciplinares e inter-regionais que integrem antropologia, comunicação, educação, saúde pública e saberes comunitários, em diálogo com Grupos Temáticos da ABRASCO, como Violência e Saúde, Gênero e Saúde, Comunicação e Saúde e Educação Popular em Saúde. Ao final, espera-se produzir recomendações voltadas ao fortalecimento de políticas públicas, práticas de cuidado e processos educativos comprometidos com a autonomia informacional, a proteção digital e a justiça cognitiva nos territórios conectados.
Coordenadores:
Suely Ferreira Deslandes
Tiago Coutinho Cavalcante
Ana El Kadri
CT 16 - Mutações climáticas, modos de vida e saúde mental: resistir aos abusos e promover cuidado, vida e reparação
Nos últimos anos, nota-se um crescimento do interesse científico e político pelo tema das mutações climáticas, legitimado, especialmente, pelos seus efeitos negativos visíveis sobre as populações humanas e não humanas, territorialmente situadas, seus modos de viver, produzir e sobreviver nos diferentes ecossistemas, gerando importantes repercussões sobre a saúde, o bem viver e a vida. Articular conhecimentos científicos de ferentes áreas com os populares acerca da incidência das catástrofes climáticas e sobre a situação concreta dos seus efeitos em distintos territórios ecossocioculturais, particularmente em como têm afetado a saúde dos povos, flora e fauna, é fundamental para pensar de maneira complexa, polifônica e situada, ou seja, em dívida com as vidas mais vulnerabilizadas e expropriadas de seus territórios de vida. O que queremos dizer é que as mudanças climáticas parecem frequentemente expressar efeitos de ações humanas de racismo ambiental, associados a desigualdades socioeconômicas forjadas por uma lógica capitalista predatória. Este Coletivo Temático tem como objetivo analisar as relações entre as mutações climáticas e a saúde de grupos sociais e culturais específicos, priorizando a saúde mental, levando em conta as singularidades de seus territórios e modos de vida e a produção de sofrimento psíquico e social, advindos dos efeitos das mudanças climáticas sobre suas vidas pessoais e da sua coletividade. Também se tem o interesse em identificar estratégias populares e/ou de políticas públicas já em curso que visem à mitigação das catástrofes climáticas, além de reparação a danos causados, como também propostas que estejam sendo construídas, de forma participativa, com esses objetivos. Essas propostas podem alcançar níveis distintos de atuação, que vão desde ações singulares de promoção da saúde ou de cuidado político-clínico que incidam sobre as pessoas em sofrimento, intervenções artístico-culturais, até práticas coletivas e comunitárias, chegando a práticas de militância organizada, ativismos, resistência, advocacy e políticas de Estado.Coordenadores:
Mônica de Oliveira Nunes de Torrenté
Michele de Freitas Faria de Vasconcelos
Lídia Aparecida dos Reis
CT 17 - Protagonismo dos povos tradicionais, seus saberes ancestrais no campo da educação popular e as contribuições na saúde coletiva nos territórios
O campo da Saúde Coletiva e da Educação popular nos convoca a compreender as epistemologias plurais e suas raízes históricas e sociais nas práticas ancestrais de cuidado exercidas pelos povos tradicionais como verdadeiros patrimônios culturais das comunidades brasileiras, presentes na vida cotidiana em diversos territórios. A superação de perspectivas biomédicas etnocêntricas se faz necessária para interlocuções mais horizontais no cuidados compartilhados entre gerações pela oralidade de mestras e mestres populares, referências reconhecidas em suas comunidades. Estes saberes evidenciam a pluralidade de cosmo-percepções que emergem nos territórios de vida. O objetivo deste Coletivo é desvelar o protagonismo dos povos tradicionais, seus saberes ancestrais no campo da Educação Popular e as contribuições da Saúde Coletiva nos territórios; compartilhar interlocuções de experiências nas quais a Educação Popular e os territórios avaliam seu papel na construção de estratégias integradas e sustentáveis de cuidado e suas resistências nos processos de subalternização, evocados pela ciência hegemônica, com a valorização e participação comunitária, em diálogo entre saberes científicos e populares na construção coletiva do cuidado e os desafios atuais de interculturalidade, ambiente e saúde. A relevância da proposição está implícita na concepção de que os povos tradicionais e seus saberes ancestrais são fontes históricas essenciais para a Saúde Coletiva e os territórios configuram espaços sociais onde se expressam as condições de vida, saúde e organização comunitária. Projetos recentes do Ministério da Saúde, como “Territórios Saudáveis e Sustentáveis”, reforçam a importância da escuta ativa e da participação popular. O conceito de território na Saúde Coletiva reverbera como espaço social e político, mediador entre sociedade e mundo globalizado, e ainda opera como categoria para compreender dinâmicas locais de saúde, cultura e poder. Os processos vivenciados nos territórios apontam os determinantes sociais e as redes vivas, constituídas nas potencialidades locais, que tecem o cuidado comunitário e ambiental.Coordenadores:
Normalene Sena de Oliveira
Eliana Goldfarb Cyrino
Maria Luiza de Carvalho Nunes
CT 18 - Racionalidades médicas, práticas integrativas e complementares, interculturalidade e territórios
Historicamente, a extensão universitária contribui na promoção de experiências, reflexões e aprendizagens para a formação em Saúde Coletiva em Ciências Sociais e Humanas. Isso ocorre no campo interdisciplinar da Saúde Coletiva, especialmente, por valorizar o diálogo de saberes, a participação social, a centralidade da realidade social e das vivências como elemento propulsor da produção do conhecimento e da formação profissional. A obrigatoriedade da inserção curricular da extensão nos processos de formação em Saúde é o resultado de uma luta coletiva que expressa sua relevância social. Contudo, o cenário de desenvolvimento dessa inserção curricular vem sendo permeado por dúvidas, tensionamentos e conflitos teóricos, metodológicos e pedagógicos. Algumas ações de extensão vigentes alinham-se a modelos educativos tecnicistas, biomédicos e abordagens prescritivas, baseadas no autoritarismo/produtivismo acadêmico. Por outro lado, o movimento de Educação Popular em Saúde, com outros movimentos sociais e coletivos, propõe uma extensão baseada na relação horizontal com a comunidade com métodos humanistas, participativos, dialógicos e socialmente engajados. Objetivo: promover um espaço de reflexão e debate sobre os sentidos que permeiam a extensão universitária junto ao processo formativo em Ciências Sociais e Humanas em Saúde, numa perspectiva política, democrática e emancipatória, estimulando diálogos e a aprendizagem mútua, trocas de experiências e a problematização das dificuldades e das contradições existentes na extensão universitária, para pensar estratégias de sua valorização. Justificativa: as dificuldades históricas de promover mudanças no modelo biomédico hegemônico de formação em saúde, demandam iniciativas para o fortalecimento da práxis pedagógica e da extensão universitária. Acreditamos que as trocas de saberes, tecnologias sociais, práticas de resistência populares e comunitárias e inovações metodológicas, em parceria com os movimentos sociais na prática extensionista, podem produzir novos sentidos, defender a democracia e a transformação das relações entre universidade e sociedade/comunidade, com mais justiça social nos territórios.Coordenadores:
Rafael Dall'Alba
Magda Ribeiro de Castro Soares
Carolina Fadoul de Brito
CT 19 - Racismo, iniquidade social e saúde mental: pesquisa, políticas públicas e ativismo
O racismo estrutural e as profundas desigualdades sociais são determinantes críticos da saúde mental da população brasileira, configurando uma questão urgente de saúde pública. No entanto, persiste uma lacuna de evidências científicas robustas e culturalmente situadas sobre os mecanismos dessa tríade e sobre modelos de intervenção eficazes. Historicamente, as respostas em saúde mental têm operado sob um paradigma "cego para raça", desconsiderando o impacto constitutivo do racismo na subjetividade e no sofrimento psíquico. Este CT propõe reunir pesquisas e experiências no campo das políticas públicas e do ativismo social comprometidas com a compreensão, produção de conhecimentos e superação deste problema, através da implementação de políticas públicas e da ação de movimentos sociais. Serão especialmente bem-vindas propostas orientadas pela ótica decolonial, participativa e inovadora, que articulem ou integrem metodologias científicas, com linguagens e práticas artísticas. O CT parte de uma rede preexistente, Projeto ORI, que vem mobilizando grupos, instituições e coletivos sociais que atuam em torno das interseções entre racismo, iniquidade social e saúde mental, considerando particularmente três contextos: territórios/comunidades quilombolas; estudantes universitários negros/negras; infância negras e suas famílias. Objetivos do CT:1) Promover a difusão de evidências científicas robustas acerca do impacto do racismo e das iniquidades sociais na saúde mental de grupos e comunidades negras, assim como de experiências na esfera das políticas públicas e de atuação de movimentos sociais no enfrentamento deste problema;
2) Analisar como marcadores sociais, como raça, gênero, território, classe e geração se interseccionam na produção de vulnerabilidades e resiliências em saúde;
3) Promover o compartilhamento de metodologias ou ferramentas de cocriação (junto a sujeitos e comunidade) de propostas para um cuidado em saúde mental antirracista e culturalmente sensível;
4) Fortalecer a capacidade em pesquisa participativa e decolonial na temática racial.
Coordenadores:
Carlos Alberto Santos de Paulo
Leny Alves Bomfim Trad
Zenildes Silva dos Reis
CT 20 - Resistências e enfrentamentos ao neoconservadorismo e ao neofascismo: um olhar das ciências sociais e humanas em saúde
Conter o avanço dos neoconservadorismos/ reacionarismos é uma tarefa mundial. No Brasil, mesmo sob um governo progressista, a ameaça da extrema-direita não cessa e espalha-se na América Latina (AL), requerendo unidade do campo popular. Assim, continuando a discussão realizada no CT28-9ºCSHS/2023, este CT objetiva amadurecer o debate sobre os neoconservadorismos / neofascismos através do balanço da produção científica sobre as resistências/enfrentamentos desde a saúde. Este CT integra as CSHS com a PPGS ao operacionalizar o Eixo “8” do 1º Plano Diretor da Área de PPGS da Abrasco e articula-se com os GTs de Alimentação e Nutrição e o de Economia Política da Saúde para organizar mesas e oficinas. Destaque será dado aos movimentos sociais ameaçados, povos “genocizados” e cientistas vítimas do negacionismo. Acolheremos trabalhos que explorem o papel de figuras públicas, mobilizações/financiadores, “grupelhos”, partidos, líderes e/ou organizações que fomentem/disseminem práticas neoconservadoras/neofascistas. Reserva-se espaço para trabalhos sobre enfrentamentos como: identificação/denúncia de grupos/práticas (eco)fascistas, (arte)vismos antifascistas, medidas de promoção do comércio equitativo; proteção do patrimônio cultural; soberania agrícola-alimentar; desprivatização de bens comuns; políticas antidiscriminação e apoio à mídia sem-fins-lucrativos. O diálogo interinstitucional e latino-americano envolverá: líderes indígenas; pesquisadores antifascistas mexicanos; movimento feminista argentino; movimento ‘ollas comunes’ peruano; sindicatos; representantes do MS; movimento antimanicomial e outros. Três questões direcionarão os debates: a) Como as pautas de igualdade de gênero, proteção ambiental, DHAA, luta antirracista e antimanicomial, visibilidade ‘Trans’ e a crítica às fake news contribuem para barrar ou impulsionar a gênese do tipo ‘neoconversador/neofascista’?; b) O caso do ‘neofascismo’ no Brasil é apenas o velho conservadorismo que retoma ascendência ou há o surgimento de uma nova formação do tipo “fascista explícito”?; c) Quais formas de enfrentamento podem ser realizadas por coletivos democráticos no diálogo com a “nova direita” no Brasil e na AL? Trabalhos que tratem destes temas/perguntas com foco na interculturalidade serão bem-vindos.Coordenadores:
Leonardo Carnut
Thaísa Simplício Carneiro
David Pavón-Cuéllar
CT 21 - Saúde da população negra: um desafio atual
A saúde da população negra no Brasil é historicamente atravessada por desigualdades produzidas pelo racismo estrutural e institucional, por heranças do período colonial/escravocrata e por condições sociais e ambientais que se expressam de modo situado, nos territórios. No âmbito do 10º Congresso de Ciências Sociais e Humanas em Saúde da Abrasco e em diálogo com a temática “Interculturalidade, Ambiente e Saúde: desafios do século XXI para uma vida em conexão com os territórios”, este Coletivo Temático receberá resumos expandidos que analisem criticamente e/ou relatem experiências sobre a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), instituída em 2009, reconhecendo o racismo como determinante social da saúde e orientando ações de equidade, integralidade do cuidado e redução de iniquidades no Sistema Único de Saúde (SUS). Serão bem-vindas contribuições de abordagens socioantropológicas, históricas, políticas e interdisciplinares que discutam processos de implementação e monitoramento da PNSIPN, seus avanços, limites, disputas e arranjos institucionais; os efeitos do racismo na organização do cuidado, no acesso e na qualidade assistencial; a produção, a completude e os usos do quesito raça/cor e de sistemas de informação como dispositivos de visibilização/ocultamento das desigualdades; análises de morbimortalidade e outros indicadores como insumos para interpretação social e para a gestão; e articulações entre interculturalidade, ambiente, racismo ambiental e injustiças socioambientais (saneamento, moradia, trabalho, mobilidade, alimentação, riscos e vulnerabilidades territorializadas). Também serão acolhidos relatos de gestão, participação e controle social, educação permanente e ações intersetoriais voltadas à justiça social, contribuindo para o fortalecimento de práticas e políticas antirracistas e para a garantia do direito à saúde da população negra no Brasil.Coordenadores:
Jessika de Souza Celestino
Elaine Constant Pereira de Souza
CT 22 - Saúde digital e sociedade do conhecimento
No Antropoceno, emerge uma cibercultura, uma infosfera baseada em códigos geradores de informação, uma tecnosfera na qual relações sociais conformam uma superestrutura tecnológica, designada como Sociedade do Conhecimento. No plano estrutural, o modo de produção capitalista adota formas de organização econômica baseadas em informatização, robotização e automação da produção, digitalização e miniaturização de produtos, resultando numa hegemonia tecnológica. Esse regime tecnológico tem sido chamado de capitalismo de vigilância, na medida em que, invadindo e vigiando os espaços da cotidianidade, com apoio da IA, promove e reproduz um neocolonialismo informacional e sua colonialidade digital. Nesse contexto, um vasto conjunto de aplicações de tecnologias digitais para fins de promoção, proteção, prevenção e gestão no campo da saúde surge e recebe o nome de Saúde Digital (SD). Como parte de uma concepção integral da saúde-enfermidade-cuidado, a Saúde Coletiva compreende redes institucionais, sujeitos, práticas, espaços produtivos e de consumo, ecossistemas e espaços políticos e culturais, na defesa da humanidade, do planeta e da vida. Precisamos integrar o debate sobre a SD no campo da Saúde Coletiva, postulando uma revisão ampla e profunda das mudanças tecnológicas na saúde. No mundo real de sofrimentos, enfermidades e mortes desassistidas, os espaços-tempos-técnicas da SD ultrapassam a esfera das agências planejadoras, dos serviços de saúde, da pesquisa e da gestão, para além das redes assistenciais e dos espaços hegemônicos de poder, considerando complexos desafios éticos e políticos. Com foco no SUS, cabe destacar a potencial ampliação de cobertura pela telessaúde-telemedicina, sobretudo na Região Amazônica, além da proteção dos dados de saúde nas megabases geradas por políticas públicas. Numa perspectiva solidária, este CT propõe discutir a transformação digital que se descortina a partir de uma abordagem crítica e politicamente comprometida, visando alcançar, com universalidade e equidade, mudanças positivas e sustentáveis na situação de saúde de todas as pessoas.Coordenadores:
Jorge Alberto Bernstein Iriart
Shirley Maria de Araújo Passos
Deivison Mendes Faustino
CT 23 - Saúde mental na População LGBTQIA+
A presente proposta visa acolher trabalhos que contribuam para analisar e problematizar a saúde mental da população LGBTQIA+ a partir de uma perspectiva intercultural, territorial e socioambiental, considerando os desafios contemporâneos impostos pelas desigualdades sociais, pelas transformações ambientais e pelos modos de vida no século XXI. Busca-se compreender como fatores como estigmatização, discriminação, violências estruturais, exclusão territorial e vulnerabilidades ambientais impactam os processos de sofrimento psíquico, cuidado e produção de saúde dessa população, bem como identificar práticas e estratégias comunitárias de resistência, cuidado e promoção da vida nos territórios. Como objetivos específicos, propõe-se: 1) Analisar os determinantes sociais, culturais e ambientais que incidem sobre a saúde mental da população LGBTQIA+ em diferentes contextos territoriais; 2) Discutir o papel da interculturalidade na construção de práticas de cuidado em saúde mental que reconheçam saberes locais, identidades diversas e vínculos comunitários; 3) Contribuir para o fortalecimento de abordagens interdisciplinares e intersetoriais nas políticas públicas de saúde, alinhadas aos princípios da equidade, dos direitos humanos e da justiça social. A justificativa da proposta fundamenta-se na persistente invisibilização das demandas específicas de saúde mental da população LGBTQIA+ nos campos das políticas públicas e da produção de conhecimento, especialmente quando atravessadas por questões territoriais, ambientais e culturais. As Ciências Sociais e Humanas em Saúde oferecem aportes teórico-metodológicos fundamentais para compreender o sofrimento psíquico como fenômeno socialmente produzido, situado nos territórios e atravessado por relações de poder, gênero, sexualidade, raça, classe e ambiente. Ao articular saúde mental, interculturalidade e ambiente, a proposta evidencia a relevância de pensar o cuidado em conexão com os territórios e os modos de vida, reconhecendo a diversidade de experiências e saberes. Assim, contribui para o debate contemporâneo sobre os desafios do século XXI, fortalecendo perspectivas críticas, inclusivas e comprometidas com a promoção de vidas dignas, saudáveis e socialmente reconhecidas para a população LGBTQIA+.Coordenadores:
Andrea Domanico
Jaqueline de Jesus
Adriane Wollmann
CT 24 - Saúde, migração e fronteiras: deslocamentos forçados, territórios e desigualdades
Este Coletivo Temático (CT) propõe reunir pesquisadoras/es, profissionais de saúde, gestoras/es, estudantes e representantes de movimentos sociais para discutir criticamente as relações entre saúde, migração, refúgio, deslocamento forçado e fronteiras, a partir das contribuições das Ciências Sociais e Humanas em Saúde. Em um contexto marcado pelo aumento das migrações internacionais e internas, pelas crises humanitárias, conflitos geopolíticos, crises ambientais e climáticas, e pela intensificação de políticas de controle e securitização das fronteiras, a Saúde emerge como campo estratégico de disputa, cuidado, governança e produção de desigualdades. Articulado ao tema do 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, o CT busca analisar como processos migratórios e de deslocamento forçado recompõem territórios, práticas de cuidado, políticas públicas, alianças ético-políticas, saberes e experiências de saúde, especialmente em contextos fronteiriços e interculturais. Serão valorizadas abordagens que dialoguem com perspectivas críticas sobre direitos humanos, determinantes sociais da saúde, colonialidade, raça, etnia, gênero, classe, territorialidade, meio ambiente e justiça social. O CT pretende promover um espaço inter-regional, interinstitucional e interdisciplinar de troca e reflexão, estimulando o diálogo entre academia, serviços de saúde e sociedade civil organizada, bem como a articulação entre diferentes saberes, incluindo experiências de populações migrantes, refugiadas, indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e fronteiriças. Espera-se que os debates contribuam para o fortalecimento da área das CSHS, para a produção de conhecimento socialmente comprometido e para a formulação de propostas e recomendações voltadas à garantia do direito à saúde de populações em mobilidade, em consonância com os desafios contemporâneos da Saúde Coletiva.Coordenadores:
Patricia Julia Lewis Carpio
Fabiane Vinente dos Santos
Maria Clara Fernandes Araujo de Paiva
CT 25 - Tecendo saberes tradicionais e APS: diálogos para o bem-cuidar intercultural
Visamos fomentar o intercâmbio de conhecimentos sobre interculturalidade na Atenção Primária à Saúde (APS), entre Brasil, América Latina e Caribe (AL/C), valorizando experiências que priorizem o cuidado intercultural, emancipatório e a agência das comunidades. Existem semelhanças na determinação social da saúde nos países da AL/C principalmente voltadas a povos historicamente excluídos como indígenas, quilombolas e moradores de favelas. Buscamos conhecer inciativas de diálogo entre a APS e essas populações, pautadas pelo respeito e articulação com saberes locais/tradicionais, para alcançar decisões compartilhadas na promoção, prevenção e cuidado. O Brasil faz fronteiras com vários países da AL/C, as etnias extrapolam fronteiras, mas são sensíveis às políticas públicas. Este intercâmbio potencializa projetos e pesquisas com movimentos sociais, populações indígenas, quilombolas e profissionais de saúde, fomentando o intercâmbio de boas práticas em saúde intercultural, fortalecimento de trocas entre movimentos sociais e as comunidades e incentivo à formação de uma rede sul-sul para estratégias de incidência política alinhadas às realidades.Este CT foi inspirado em missão internacional entre a ENSP/FIOCRUZ e Sinergias ONG para intercâmbio de experiências interculturais na APS por meio de encontros na Colômbia com pajés/xamãs, jovens indígenas e profissionais de saúde. Há o desafio para ações interculturais no enfrentamento à violência de gênero, uso abusivo de álcool e suicídio entre jovens indígenas. Encorajamos coletivos indígenas, de mulheres, pessoas de territórios vulnerabilizados e quilombolas a enviar trabalhos. Propomos relatos de experiência, projetos, pesquisas e manifestações artísticas/culturais sobre os temas: a) Práticas de cuidado intercultural em saúde e saúde mental que reconheçam e incorporem saberes locais/tradicionais; b) Metodologias, incluindo de pesquisa, que ampliem participação comunitária nos processos de pesquisa-ensino-cuidado, principalmente para APS; c) Cosmovisão e evidências da medicina indígenas/quilombolas para o cuidado; d) Manifestações culturais/artísticas; d) Fortalecimento da soberania alimentar a partir dos saberes locais e educação popular; e) Experiencias práticas com comunidades de fronteira; f) Ações de incidência política.
Coordenadores:
Vera Cecília Frossard
Eliane Chaves Vianna
Ana Judith Blanco Rojas
CT 26 - Territorialidades, alimentação e práticas de cuidado em contextos indígenas
Esse Coletivo Temático propõe reunir investigações interdisciplinares em ciências sociais e humanas, examinando relações entre território, alimentação e sistemas de cuidado e de cura entre povos indígenas, com atenção aos temas da saúde, desterritorialização, mudanças climático-ambientais, complexidades nos arranjos interculturais de cuidado e assimetrias do processo colonial. Partimos do entendimento que a territorialidade no contexto indígena, para além da relação com os espaços físicos, constitui as bases cosmológicas, ecológicas e políticas que sustentam modos de vida, sistemas alimentares e práticas coletivas de cuidado, que persistem em situação de deslocamentos para contextos urbanos. Deslocamentos forçados e destruições ambientais pelas invasões territoriais afetam diretamente a transmissão intergeracional de conhecimentos e limitam atividades produtivas e rituais, impactando negativamente a saúde e a soberania alimentar, com amplas implicações sócio-políticas, culturais e nutricionais. O Coletivo também discutirá experiências de interculturalidade e intermedicalidade, entendidas como processos negociados de articulação entre sistemas indígenas de cuidado e de cura, reivindicados pelo movimento Indígena como medicinas Indígenas, e a biomedicina. Embora políticas públicas reconheçam formalmente o cuidado diferenciado, a produção científica na área revela tensões, persistência das métricas avaliativas centradas na biomedicina, desvalorização dos saberes Indígenas, dificuldades operacionais na organização dos serviços e desigualdades de poder entre profissionais, especialistas indígenas e comunidades. Simultaneamente, emergem inovações promissoras, como as formações interculturais que valorizam o debate antirracista, o protagonismo de mulheres e de profissionais indígenas, com potencialidade de inovar em metodologias de educação permanente. Ao articular território, alimentação e práticas de cuidado, busca-se promover um debate crítico sobre saúde dos Povos Indígenas para além do setor Saúde, destacando-se a centralidade das reflexões em Ciências Sociais e Humanas em toda sua amplitude, desde a etnografia às perspectivas de avaliação de políticas públicas. Pretende-se contribuir para reflexões teóricas, metodológicas, políticas interculturais sobre territórios, sistemas alimentares, cuidado e cura em diversos contextos indígenas.Coordenadores:
Eliana Elisabeth Diehl
Diádiney Helena de Almeida
Milene Tenazor Macedo
CT 27 - Territórios em disputa: políticas, fazeres e poéticas para reimaginar alianças entre agências, ancestralidades e ecologias no SUS
A partir de experiências de pesquisa, ensino e práticas em Ciências Sociais e Humanas em Saúde, que tomam o território como dimensão central da produção do cuidado, esta proposta objetiva reunir trabalhos que abordem múltiplas concepções, usos e disputas em torno da categoria território nos campos da Saúde Coletiva, das políticas públicas e das práticas de cuidado. A justificativa reside na centralidade que o território tem assumido nos debates contemporâneos sobre saúde, ambiente e justiça social, especialmente diante do aprofundamento das desigualdades sociais, raciais, de gênero e ambientais, intensificadas pelo capitalismo. Apesar de amplamente mobilizada, a categoria território ainda é frequentemente tratada de forma instrumental nas políticas públicas. Tal abordagem limita a compreensão de sua agência na produção da saúde, do cuidado e das próprias condições de vida. Em contraposição, este CT parte da compreensão do território como um espaço vivo, relacional, histórico e simbólico, atravessado por dinâmicas de poder, afetos, memórias, conflitos e materialidades humanas e não-humanas. Interessam contribuições que abordem o território como: (i) Corpo-território, evidenciando as intersecções entre corpo e identidades marcadas; (ii) Espaço de agência de humanos e não-humanos; (iii) Objeto e produtor de práticas estatais e políticas públicas; (iv) Campo de produção de saberes, existências e modos de vida; e (v) Elemento estruturante das desigualdades sociais e das experiências de cuidado em saúde. A relevância deste CT está em fomentar um espaço plural de diálogo entre perspectivas feministas, negras, indígenas, quilombolas, dos povos do campo, decoloniais, contra-coloniais e interculturais, valorizando práticas comunitárias, saberes tradicionais e experiências territorializadas. Ao reconhecer o território como agente ativo na produção da saúde, este CT contribui para o fortalecimento de uma Saúde Coletiva socialmente enraizada, intercultural e comprometida com a justiça socioambiental, reunindo reflexões que evidenciam como os territórios não apenas abrigam a vida, mas a produzem, sustentam, transformam e a defendem.Coordenadores:
Alef Diogo da Silva Santana
Thais Raquel Pires Tavares
Lucas Pereira de Melo
CT 28 - Trabalho contemporâneo, saúde e ambiente: diálogos, confrontações e resistências
A natureza do trabalho mudou intensamente ao longo da história, acentuando-se ainda mais no mundo contemporâneo. Identifica-se que a categoria trabalho ainda possui centralidade para pensar a vida e as transformações das sociedades, no mundo visível e na esfera imensurável da subjetividade. Na atualidade, com o domínio do neoliberalismo, os trabalhadores são submetidos à drásticas condições de precarização e exploração diversificadas e intensificadas pelas inovações tecnológicas que acentuam a acumulação do capital, agravando o desemprego, desamparo social, desalento, condições análogas à escravidão e destruição ambiental. Na América Latina, estudos decoloniais e contra-coloniais buscam compreender os efeitos de uma nova divisão internacional do trabalho e de novos modos de produção, circulação, reprodução social e gestão da vida, sob a acentuação da polivalência, autorresponsabilização, fragilização das ações coletivas e ampliação das desigualdades. As abordagens étnico raciais e de gênero revelam estratégias de exploração que combinam alienação e fragmentação da luta coletiva. No contexto brasileiro, o debate assume contornos emancipatórios diante da necessidade de enfrentamento dos acidentes com óbito, adoecimentos com incapacidade permanente, sofrimento mental, assédios, racismos e uso de IA e plataformização para ampliar a exploração do trabalho. Esta proposta tem o objetivo de fomentar a discussão sobre subsídios teórico-metodológicos plurais e compartilhar resultados de estudos no âmbito da pesquisa em Ciências Sociais e Humanas na interface trabalho, saúde e ambiente. Trata-se de uma reedição de CT já realizado no 9º CSHS, que obteve intensa participação e interesse pela temática. Propomos que esse novo CT organize: 1) Apresentações sobre os temas: trabalho e saúde, saúde do trabalhador, triangulação saúde, trabalho e ambiente, na América Latina e no Brasil; 2) Expressões culturais relacionadas à saúde de trabalhadores quilombolas, de distintas formas de trabalho artesanal e de atividades mediadas por plataformas digitais, além de experiências de educação popular.Coordenadores:
Mônica Angelim Gomes de Lima
Robson da Fonseca Neves
Fernanda Flávia Cockell
CT 29 - Trilhas de cuidado nas ruas: desigualdades sociais e de saúde e as concepções de cuidado integral à População em Situação de Rua (PSR)
Objetivo: promover reflexão crítica sobre as iniquidades sociais e de saúde que perpetuam um ciclo perverso de exclusão e vulnerabilização da População e Situação de Rua (PSR) no Brasil, integrando pesquisadores, profissionais de diferentes setores, pessoas da sociedade civil, movimentos sociais e com trajetória de rua. Faz –se necessário que a formulação de políticas públicas e práticas relativas à proteção social e de cuidado integral à PSR adotem como valores, o respeito às singularidades, a noção da complexidade e da multicausalidade da situação de rua. Isto implica em problematizar os atravessamentos que marcam as trajetórias de vida, aspectos biopsicossociais, a diversidade dos territórios, o direito à cidade e do cuidado em liberdade, baseado na redução de danos. Problematizar, com referenciais da Saúde Coletiva e das CSHS, as formas de ação e produção de vida, articulados à análise das políticas públicas. A proposta destaca as diversas influências sociais e as intersecções entre gênero, raça e classe, as desigualdades estruturais, racismo, sexismo, deficiências, insegurança alimentar, pobreza extrema e seus estigmas, violência institucional, conflitos relacionados ao direito à cidade e a moradia digna, os efeitos das emergências ambientais que atingem sobremaneira à PSR. Justificativa: CT tem como finalidade criar um ambiente para compartilhamento de conhecimentos e saberes de distintos públicos, em uma abordagem intersetorial contemplando pesquisas científicas, experiências dos serviços de saúde (de atenção e vigilâncias em saúde), de assistência social, da justiça, do ambiente/urbanismo, moradia, com uso de diferentes linguagens artísticas e culturais. Reafirma-se o cuidado integral como compromisso ético-político-social, diante da desarticulação de políticas públicas, superando-se a visão paternalista, autoritária, higienista e discriminatória. Propõe-se deslocar esses enquadramentos, valorizando narrativas, saberes e práticas produzidas a partir da rua, baseadas no direito à cidade, à cidadania, à moradia, à saúde e à justiça social, necessariamente intersetoriais, com participação social e reconhecimento das potências e resistências das/nas ruas.Coordenadores:
Elyne Montenegro Engstrom
Marco Antônio Carvalho Natalino
Alísia Santos
CT 30 - Vigilância popular, cuidado em saúde e interculturalidade frente a emergência climática
As emergências climáticas têm exigido dos sistemas de Saúde respostas efetivas frente a um contexto de situações extremas que têm seus impactos potencializados pela desigualdade social e pela falta de equidade nas políticas públicas. A Vigilância Popular em Saúde tem evidenciado que o protagonismo popular e as ações emancipatórias contribuem para o cuidado com a saúde e com o planeta. Dessa forma, a articulação da vigilância popular e cuidados em saúde nos territórios, embasado na interculturalidade, pode contribuir para maior equidade na Saúde. O envolvimento dos movimentos sociais, acadêmicos e do Sistema Único de Saúde, especialmente a Atenção Primaria a Saúde e da Vigilância em Saúde são caminhos que precisam ser fortalecidos para uma nova práxis frente a emergência climática. Um dos objetivos desse CT é partilhar experiências, aprendizados e estudos que envolvam práticas de vigilância popular e cuidado em saúde a partir de territórios indígenas, camponeses, quilombolas, de pescadoras, envolvendo as populações do campo, floresta e das águas, as guardiãs da biodiversidade brasileira. Umas das expectativas é gerar um conjunto de contribuições que, a partir do protagonismo popular, em diálogo com o SUS e academia, fortaleçam a atuação das comunidades e do sistema de Saúde frente ao desafio da emergência climática nos territórios. Essa proposta envolve alguns coletivos de pesquisa, como o Participatório em Saúde e Ecologia de Saberes e o SERPOVOS (saúde, cuidado e saberes). Tais inciativas envolvem uma teia de pesquisa que conta com territórios em todas as regiões do país, em processo de pesquisa ação continuada, voltada para as populações do campo floresta, águas e indígenas.Nesse Coletivo, estão envolvidos participantes dos GTs de Saúde e Ambiente da Abrasco e GT de Educação Popular em Saúde. No processo de trabalho desse CT, serão estimuladas a realização de sínteses criativas a partir de linguagens poéticas, desenhadas e outras possibilidades de tradução intercultural.
Coordenadores:
Fernando Ferreira Carneiro
Vanira Matos Pessoa
Teresinha Pereira da Silva - Teka Potyguara
CT 31 - Violências de gênero, interculturalidade e saúde coletiva: abordagens interseccionais e decoloniais nos territórios
O Coletivo Temático tem como objetivo reunir pesquisadoras/es, profissionais da saúde e áreas afins, ativistas, lideranças comunitárias e estudantes interessadas/os em debater as violências de gênero como uma questão central para a Saúde Coletiva, considerando-as do ponto de vista interseccional, incluindo as dimensões da interculturalidade, do ambiente e dos territórios. Compreendemos as violências de gênero como quaisquer tipos de agressão (física, sexual, psicológica, moral, patrimonial e simbólica) ou ameaça, assédios e outras formas de violência baseadas no gênero, identidade de gênero ou orientação sexual de uma pessoa, compreendidas como fenômenos estruturais, historicamente produzidos, que se manifestam de forma interseccional, desigual e combinada, conforme consideramos as dimensões de raça, etnia, classe, geração, sexualidade, deficiência e território. Nesse sentido, consideramos fundamental a interseccionalidade, para compreender como mulheres negras, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, camponesas, trans, travestis e outras dissidências de gênero vivenciam as violências de maneira agravada e diferenciada, tomando as desigualdades e relações de poder, especialmente, em contextos marcados por conflitos territoriais, racismo ambiental, degradação dos ecossistemas, migrações forçadas e precarização das políticas públicas. As mulheres, meninas e pessoas LGBTQIAPN+ são os alvos principais, embora possam atingir também os meninos e homens. A perspectiva intercultural também é essencial para a Saúde Coletiva, na medida em que reconhece a pluralidade de racionalidades, cosmologias e práticas de cuidado presentes nos territórios, superando visões universalizantes e eurocentradas. Já o enfoque decolonial nos convoca a questionar as hierarquias de saber-poder que historicamente invisibilizam experiências subalternizadas e produzem respostas institucionais inadequadas ou violentas. Assim, o CT é justificado como um espaço de diálogo crítico e plural, comprometido com a produção de conhecimento situado, com a defesa dos direitos humanos, com a justiça social e ambiental, e com o fortalecimento de práticas de cuidado e políticas públicas sensíveis às diversidades culturais e territoriais.Coordenadores:
Sabrina Pereira Paiva
Marco José de Oliveira Duarte
Pablo Cardozo Roccon
A programação do Congresso estará estruturada com base nos Coletivos Temáticos constantes na lista a seguir. Para conhecer as ementas dos Coletivos Temáticos, basta clicar nos títulos dos CTs.
» CT 01 - Ampliando Linguagens
» CT 02 - Alimentação, territórios e interculturalidade: perspectivas afropindorâmicas, decoloniais e críticas nas Ciências Sociais e Humanas em Saúde
» CT 03 - Ambiente, Convivência, Democracia, Transculturalidade e Saúde Mental
» CT 04 - Bioética em Saúde Coletiva: cuidado, ambiente, ética em pesquisa e justiça social nos territórios
» CT 05 - Branquitude e Saúde Coletiva: racismo, modos de produção das iniquidades e estratégias de enfrentamento
» CT 06 - Deficiência, direitos humanos e anticapacitismo
» CT 07 - Desafios do envelhecimento populacional para o século XXI e sua interface com a saúde, o ambiente e a pluralidade dos territórios
» CT 08 - Determinantes sociais e ambientais da saúde e doenças negligenciadas
» CT 09 - Educação Popular em Saúde: Teoria, Políticas e Experiências Interculturais e Equânimes nos Territórios e na Saúde Coletiva
» CT 10 - Emergências Climáticas e Racismo Ambiental em territórios Tradicionais
» CT 11 - Epistemologias de conexão e Justiça Cognitiva: diálogos interculturais para o cuidado dos territórios e a defesa da vida
» CT 12 - Formação em Saúde Coletiva: diversidade, territórios e políticas afirmativas
» CT 13 - Gestão do cuidado e o SUS: as relações das identidades com as políticas públicas de saúde
» CT 14 - Liberdade de ser: gênero, saúde mental, injustiças climáticas e trabalho nas histórias de si
» CT 15 - Literacia digital crítica e violências: epistemologias, disputas e cuidados na Saúde Coletiva
» CT 16 - Mutações climáticas, modos de vida e saúde mental: resistir aos abusos e promover cuidado, vida e reparação
» CT 17 - Protagonismo dos povos tradicionais, seus saberes ancestrais no campo da educação popular e as contribuições na saúde coletiva nos territórios
» CT 18 - Racionalidades médicas, práticas integrativas e complementares, interculturalidade e territórios
» CT 19 - Racismo, iniquidade social e saúde mental: pesquisa, políticas públicas e ativismo
» CT 20 - Resistências e enfrentamentos ao neoconservadorismo e ao neofascismo: um olhar das ciências sociais e humanas em saúde
» CT 21 - Saúde da população negra: um desafio atual
» CT 22 - Saúde digital e sociedade do conhecimento
» CT 23 - Saúde mental na População LGBTQIA+
» CT 24 - Saúde, migração e fronteiras: deslocamentos forçados, territórios e desigualdades
» CT 25 - Tecendo saberes tradicionais e APS: diálogos para o bem-cuidar intercultural
» CT 26 - Territorialidades, alimentação e práticas de cuidado em contextos indígenas
» CT 27 - Territórios em disputa: políticas, fazeres e poéticas para reimaginar alianças entre agências, ancestralidades e ecologias no SUS
» CT 28 - Trabalho contemporâneo, saúde e ambiente: diálogos, confrontações e resistências
» CT 29 - Trilhas de cuidado nas ruas: desigualdades sociais e de saúde e as concepções de cuidado integral à População em Situação de Rua (PSR)
» CT 30 - Vigilância popular, cuidado em saúde e interculturalidade frente a emergência climática
» CT 31 - Violências de gênero, interculturalidade e saúde coletiva: abordagens interseccionais e decoloniais nos territórios
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