Programa - Outras Linguagens - OL6 - SUS, Políticas Públicas e Narrativas Documentais em Saúde Coletiva
19 DE SETEMBRO | SÁBADO
13:10 - 14:40
13:10 - 14:40
DA REDE CEGONHA À REDE ALYNE: UM DIÁLOGO ENTRE PESQUISADORAS SOBRE MATERNIDADES VIOLADAS, POLÍTICAS PÚBLICAS E SUAS CONFLUÊNCIAS
Outras Linguagens
1 UERJ
2 UNICAMP
Processo de escolha do tema e de produção da obra
Até hoje muita gente associa a instituição do Programa denominado “Rede Cegonha” ao movimento de humanização do parto, mas no mesmo contexto que esses movimentos importantes estavam ocorrendo houve outro fato político relevante que contribuiu um pouco pra essa conjuntura a partir da qual essas demandas se tornam política pública também.
Diante desse motivo roteirizamos a trágica história de Alyne da Silva Pimentel Teixeira e a luta de sua mãe Maria de Lourdes Teixeira Pimentel que assistida pela organização não governamental novaiorquina Center for Reproductive Rights e pela ONG carioca Advocacia Cidadã pelos Direitos Humanos , encaminhou uma comunicação individual ao Comitê CEDAW da Organização das Nações Unidas contra o Estado brasileiro, denunciando, internacionalmente, afronta aos artigo 1º combinado com (c/c) o 2º, alínea “c” c/c o 12, caput e seu § 2º da Convenção para Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher do qual é signatário.
Em que pese toda essa tragédia e vergonha internacional ainda há poucos estudos e reflexões sobre racismo no contexto da violência obstétrica, ressaltando a urgência de se entender que violações sofridas pela mulher não podem ser vistas isoladamente como uma questão de gênero nem somente como uma questão de raça. Os estudos e reflexões encontrados neste podcast abordam que as questões como colonialidade de gênero, interseccionalidade, diferença da luta das mulheres negras em comparação ao feminismo, a perspectiva de uma cidadania insurgente que dialoga com o feminismo negro são fatores determinantes para buscarmos as angústias que culminam nas diferenças, inclusive de prática da doulagem, tema da minha dissertação no universo negro.
Objetivos
Nesse episódio, busco, de forma oral, mais uma vez pôr em discussão a ideia de que “toda mulher sofre violência obstétrica, mas as negras sofrem mais”, frequentemente repetida por integrantes de movimentos sociais, manifestantes, profissionais e trabalhadoras da saúde, inclusive pelas doulas atuantes, em virtude do índice de mortalidade materna ser, substancialmente, maior em mulheres afrodescendentes quando comparadas às brancas, sobretudo quando se agregam fatores como a região geográfica, a classe econômica, a idade materna, a escolaridade, a fonte de pagamento para o parto, a paridade, a ignorância quanto às especificidades das demandas da negritude no que se refere às condições de vida e de saúde
Ano e local da produção
2025, https://open.spotify.com/episode/5qXA2unrDwBqnXmMMOHQxQ?si=3e4ecdeca8f8416c&nd=1&dlsi=27f9a6652e01417c
Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do Congresso
A pesquisa Nascer no Brasil inicia no mesmo ano (2011) em que o Brasil recebe a recomendação pelo Comitê para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher. Diante do exposto foi relevante investigarmos via podcast esse marco temporal além do de dialogarmos e analisarmos juntas através dos dados quantitativos os outros projetos desenvolvidos pela equipe "Nascer no Brasil". Abordamos ainda todo movimento social na luta pela profissionalização das doulas e dos resultados preliminares apresentados no evento II Encontro Nacional de Doulas no SUS
Formatos e suportes necessários referentes à apresentação
Para tal iniciamos o episódio contando as histórias do mito da cegonha seguida da de Alyne adaptada para técnicas de contação de histórias com inspiração griô encerrando o bloco com a fala de uma das entrevistas oferecidas por sua mãe , e articulando a partir do texto “Nossos passos vêm de longe! Movimentos de mulheres negras e estratégias políticas contra o sexismo e o racismo” , apontando como o feminismo negro, através de sua constituição cultural, mitológica-religiosa usa expressões e ações ligadas a uma das orixás, a saber Iansã. O diferindo do feminismo branco, sendo portanto um movimento anterior a este.
Depois de apresentar versões anteriores recebendo as ponderações realizadas pela equipe REMA convidei uma das integrantes da coordenação central da Pesquisa Nascer no Brasil (2011 a 2012), Dra. Silvana Granado Nogueira da Gama que aceitou o desafio de dialogarmos sofre as confluências de nossas redes de pesquisas no que diz respeito às maternidades violadas, sobretudo ante a evidente epistemicídio do caso Alyne da Silva Pimentel Teixeira, reparado recentemente, sendo conveniente destacar um marco histórico relevante a ser pontuado:
Breve biografia do/a autor/a
II ENCONTRO NACIONAL DE DOULAS NO SUS. “Mesa: Inserção de Doulas no SUS - desafios e oportunidades” Plataforma Youtube da Federação Nacional de Doulas do Brasil. 1h:53:40. 2024. Disponível https://www.youtube.com/watch?v=O9nUS6QI6X4. Acesso em 29/01/2025.
ARAÚJO, Janaína Teresa Gentili Ferreira de. “Doular mulheres negras: uma análise das práticas de cuidado e testemunho das violências através das experiências de doulas negras atuantes no projeto Sankofa Atendimento Gestacional.” 2024. Dissertação para obtenção do título de mestre ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Área de concentração: Ciências Humanas e Saúde. Disponível em https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/22957.
EU GRITO PORQUE NINGUÉM ME VÊ
Outras Linguagens
1 SMS
Processo de escolha do tema e de produção da obra
Temos nossos “sentidos” ainda que colonizados e individualizados, vivos como territórios mentais e simbólicos conectados, e é aí que gritar pra ser visto faz todo sentido. GRITO, logo existo: Meu nome é Ícaro.
Essa carta memória vem memorializar corpos territórios, em específico um corpo território que se conflui em muitos outros. O contexto é a rotina de uma equipe de Consultório na Rua na cidade do Rio de Janeiro.
Me apresento enquanto ouvidora e hoje narradora de história. É assim que eu penso a “medicina”. Ouvir e contar estórias, talvez o maior dos fazeres médicos ( romantizando essa prática tecnocrática, liberal e tendenciosa). Esse GRITO é diário mas ele se fez mais audível numa segunda-feira a tarde; por volta das 18 horas. Estávamos eu e uma agente social na base já “encerrando” o dia. Tá Tá Tá Tá Tá Tá Tá .... estala a porta de vidro que dá acesso a base do consultório na Rua; desesperado José GRITA aos prantos: Ícaro morreu
...não existe onomatopéia capaz de descrever a imensidão daquele momento , era vazio, escuro, úmido, apertado..... Houve uma tentativa de conversa pra entender o que havia acontecido mas a verdade era: O Osmar estava morto.
Você já imaginou o que acontece quando uma pessoa em situação de rua morre? Na rua? Jovem? Causas “evitáveis”?
Pode respirar , que eu imagino se você imaginou é muito difícil mesmo, se ele já não era humanizado em vida imagina na morte.
E é nesse momento que pretendo gastar mais palavras que venham memorializar o saber da rua que só o nosso Ícaro dispunha. Elegante, sempre bem vestido. Cabelos diferentes a cada 2 meses pelo menos. Bem -humorado, amava um skate e uma academia. Queria ser FORTE. Valente, marrento, tinha SONHOS, estudava, as vezes se encontrava tanto consigo mesmo que era consumido enquanto consumia a amiga. Era sensível, chorava, sabia ser chato também. Tinha muitas dúvidas e as expunha, tinha teorias também e também as expunha, era TRANSCENTRADO.
Ele só não sabia o quanto já era forte e o quanto cada encontro com esse sujeito psíquicos território corpo das esquinas de Copacabana moldava cada um. Há cerca de 7 anos nosso grande amigo já circulava pelas esquinas desse cartão postal. Quantos encontros com esse sujeito me fizeram descobrir conceitos que não existem, sentimentos sem nome e mente sem limites. Como é “louco” você viver nas ruas de um lugar tão “lindo”. Beleza se confunde, caos. Outra linguagem se faz necessária. É vida inventada. Viver intensamente, seja lá o que isso significa. Ícaro sempre dizia : a Rua dá uma liberdade que você nunca vai experimentar.
Mas contrariando as estatísticas teve despedida sim, teve coroa de flores, teve choro,amigos, sofrimento, cena de novela, velório, caixão, muita, muita muita dor : QUE VOCÊ CHEGUE TIRANDO ONDA DE SKATE NO OUTLET DO CÉU NOSSO GRANDE AMIGO.
Sempre com raiva e gentileza
Binômio louco
Sobrevivência
A Rua ensina
Desensina, reensina
Tem uma feiura doce e cheirosa
Raríssimos são os que a sentem
Objetivos
Apresentar reflexões acerca dos limites da vida quando se está em vulnerabilidade, ampliar linguagem e reforçar a vida produzida nessa escassez. POesia em quanto forma de comunicar cuidado
Ano e local da produção
2026 a partir de reflexões do dia a dia, do convívio e das descobertas de vidas fluidas com ritmos próprios
Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do Congresso
O desafio da vida sustentável nos grandes centros empobrecedores. Pensar Lancet ( cuidado vivo em ato), contrafissura e plasticidade psíquica emerge desse desafio proposto pelo congresso.
Formatos e suportes necessários referentes à apresentação
não são necessários. OBS: Os nomes apresentados são fictícios e a escolha literária escolhida exime os sujeitos do prejuizo de serem reconnhecidos
Breve biografia do/a autor/a
Roberta Trevisan, mulher lésbica parda e médica.Me formei na Bolivia. Atuo no Brasil na atenção primária carioca há 10 anos, passando por médica de equipe , preceptora e médica de equipe de consultório na rua. Sou mestre em saúde coletiva pela UERJ e tenho um enorme interesse na antropologia da Saúde. Honrado em prestar homenagem pra um grande amigo.
O QUE AINDA NOS MOVE EM DEFESA DO SUS? A PRODUÇÃO AUDIOVISUAL EM SAÚDE ALINHADA AOS PRINCÍPIOS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
Outras Linguagens
1 Fiocruz
Processo de escolha do tema e de produção da obra
“O que ainda nos move” (2026) é um documentário média-metragem, com duração de 21 minutos, dirigido por Daniela Muzi, que acompanha a experiência de três mulheres que participam, pela primeira vez, de uma Conferência Nacional de Saúde, um dos mais emblemáticos espaços de participação social do Sistema Único de Saúde (SUS). A escolha do tema emerge da trajetória da realizadora no campo da Comunicação e Saúde e da compreensão da centralidade da participação social — pedra de toque da comunicação — para a saúde da democracia, o pleno exercício da cidadania e a defesa de direitos. Soma-se a isso o entendimento do audiovisual em saúde como prática social, ética e política, orientada pela defesa do direito à saúde e pela produção de narrativas construídas “com” os sujeitos, e não apenas “sobre” eles.
O documentário dá continuidade a “O que nos move” (2017, 62 min), também dirigido pela autora, realizado em um contexto de forte tensão política, quando o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aceitou o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2015. Naquele cenário, a 15ª Conferência Nacional de Saúde acabou debatendo não apenas a saúde da população, mas também a própria saúde da democracia, evidenciando o entrelaçamento histórico entre política, participação social e direito à saúde no Brasil.
A sequência “O que ainda nos move” tem como contexto a 17ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 2023, em Brasília, durante a retomada de um governo reconhecidamente democrático. A Conferência foi marcada pela incorporação das conferências livres nacionais, responsáveis pela ampliação da diversidade e da representatividade dos participantes, diversificando pautas e atores sociais no processo democrático das Conferências. O processo de produção do documentário foi baseado em metodologias de escuta, observação e acompanhamento sensível das personagens, privilegiando os afetos, tensões e descobertas que atravessam a vivência da participação social institucional. Ao seguir olhares, histórias e trajetórias singulares, a obra constrói uma narrativa que desloca o foco das instâncias formais de deliberação para as experiências encarnadas de quem ocupa esse espaço coletivo.
Objetivos
O documentário tem como objetivo refletir criticamente sobre o sentido da participação social na Saúde Coletiva, compreendendo-a não apenas como mecanismo institucional do controle social, mas como processo atravessado por desigualdades, disputas simbólicas, afetos e engajamentos políticos. A análise da obra evidencia a participação social como princípio estruturante do SUS e dialoga com o tema do Congresso ao reafirmar o audiovisual como dispositivo de produção de sentidos, memória e debate público sobre as políticas de saúde. Ao final, o filme convoca o espectador por meio da pergunta que atravessa as trajetórias das protagonistas e ressoa no presente: o que ainda nos move a lutar pelo SUS?
Ano e local da produção
2026, Brasília e Rio de Janeiro
Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do Congresso
Do ponto de vista da prática audiovisual, o documentário se alinha aos princípios do SUS ao incorporar, de forma transversal, a universalidade, a equidade, a integralidade e a participação social. A universalidade se expressa na defesa da participação como direito e na abertura do filme a múltiplas vozes e trajetórias; a equidade aparece na valorização de experiências singulares e desiguais de ocupação dos espaços institucionais; a integralidade se materializa na abordagem ampliada da saúde, que articula dimensões políticas, afetivas e simbólicas; e a participação social se manifesta tanto no tema quanto no próprio modo de realização, ao adotar uma prática audiovisual relacional, dialógica e atenta aos contextos de vida das protagonistas, contemplando processo de escuta, construção coletiva e trocas de saberes. Assim, o filme reafirma o audiovisual como prática comunicacional alinhada aos princípios organizadores do SUS, mais caracterizada por suas escolhas ético políticas do que apenas por seu tema.
Formatos e suportes necessários referentes à apresentação
Para a apresentação no Congresso, será exibido o trailer do documentário, com duração de três minutos, em arquivo digital no formato MP4, com projeção audiovisual e sistema de som, em sessão de comunicação audiovisual, acompanhada de breve contextualização da diretora sobre o processo de produção da obra.
Breve biografia do/a autor/a
Daniela Muzi é jornalista, documentarista e servidora da Fundação Oswaldo Cruz. Doutora em Informação, Comunicação e Saúde pelo Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Fiocruz), onde atua como docente e pesquisadora, desenvolvendo estudos nos campos da Comunicação e Saúde, audiovisual, tecnologias, mídias sociais e estratégias de comunicação em saúde. Integra a equipe da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz (Icict/Fiocruz) e do Núcleo de Estudos Audiovisuais em Saúde e Ciência (Neavs).
“CONSTRUINDO POLÍTICAS DE VIDA - AFIRMAÊ! SAÚDE COLETIVA”: UMA SÉRIE DOCUMENTAL
Outras Linguagens
1 UFSC
2 UFBA
3 UFRB
Processo de escolha do tema e de produção da obra
A série documental “Construindo Políticas de Vida - Afirmaê! Saúde Coletiva” é uma ação extensionista vinculada à pesquisa “Políticas de ações afirmativas nos programas de pós-graduação da área de saúde coletiva no Brasil: implementação e efeitos sobre acesso, permanência e conclusão dos discente”, coordenada pelo Prof. Dr. Marcelo Castellanos e financiada pela CAPES e CNPq. A escolha do tema da obra responde à necessidade de transformar os achados científicos da pesquisa em linguagem acessível, potencializando seu alcance e apostando na divulgação científica como ferramenta política e de ampliação de sentidos sobre acesso, permanência e conclusão na formação acadêmica. A websérie tematiza, mais especificamente, o “1º Encontro Brasileiro sobre Políticas Afirmativas na Pós-graduação em Saúde Coletiva”, o AFIRMAÇO, realizado entre 01 e 03 de outubro de 2025 no Campus da UFRB em Santo Antônio de Jesus-Ba. Ela busca articular a trajetória da pesquisa com a potência do encontro. Para tanto, buscou-se romper com formatos tradicionais, incorporando uma linguagem mais poética e sensível, que traduzisse também os elementos estéticos e afetivos da pesquisa. O processo de produção da série tem se estruturado de forma colaborativa com o Laboratório Audiovisual do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA. Estão previstos cinco episódios, sendo que o primeiro já está finalizado.
Objetivos
Sensibilizar a comunidade acadêmica da saúde coletiva ao debate das ações afirmativas na pós-graduação. Apresentar o audiovisual como estratégia de comunicação científica e discutir sua potencialidade como ferramenta política e de ampliação de sentidos sobre acesso, permanência e conclusão na formação acadêmica.
Ano e local da produção
Santo Antônio de Jesus, Bahia (2025)
Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do Congresso
A aposta em outras linguagens como estratégia para sensibilizar a comunidade acadêmica da Saúde Coletiva tensiona formatos tradicionais de produção e de circulação do conhecimento. Ao mobilizar dimensões estéticas, afetivas e narrativas, o audiovisual busca ampliar o engajamento com o debate das ações afirmativas, tornando-o mais próximo, vívido e implicado. As ações afirmativas na pós-graduação em saúde coletiva renovam o compromisso histórico da área com a democracia e equidade, ao valorizar a diversidade na ciência, através de diferentes corpos, linguagens e epistemologias. Além disso, também possuem alto potencial para ampliar as relações do espaço acadêmico com diferentes territórios geográficos e existenciais, pautadas pela reciprocidade e pela perspectiva intercultural. A narrativa do primeiro episódio da série foi organizada a partir de blocos de perguntas comuns e, ao entrelaçar perspectivas institucionais e experiências concretas, evidencia avanços e desafios das ações afirmativas, com destaque para o papel dos coletivos e das trajetórias individuais na construção cotidiana dessas políticas. O episódio busca ainda destacar o território em que o encontro ocorreu, o Recôncavo da Bahia, região emblemática para as políticas afirmativas, por representar forte resistência histórica e diversidade cultural. Além disso, ao ser abrigado na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia o AFIRMAÇO assume a posição política de valorização da interiorização do ensino superior brasileiro, convidando a avançarmos na superação da branquitude acadêmica e na atualização dos compromissos sociais da universidade pública. Considerando que ações afirmativas são, também, políticas de vida, a série evidencia sua potência em confrontar o histórico projeto de exclusão que atravessa populações negras, indígenas e periféricas no Brasil. Entre disputas e conquistas, a série caminha pela universidade como território em transformação, onde permanecer é reinscrever existências para produzir futuros possíveis.
Formatos e suportes necessários referentes à apresentação
Projetor audiovisual com caixa de som
EPISÓDIO 1: https://www.youtube.com/watch?si=uACqipc1p3fzkspY&v=_sWvWLRWq1k&feature=youtu.be
Vinculado ás temáticas do CT 12 - Formação em Saúde Coletiva: diversidade, territórios e políticas afirmativas
Breve biografia do/a autor/a
Pesquisadora, sanitarista e realizadora audiovisual, nascida em São Borja (RS). Graduada em Farmácia pela UFSC e especialista em Saúde da Família com ênfase nas populações do campo (UPE), é doutoranda em Saúde Coletiva (UFSC). Articula comunicação, arte, cultura e saúde, utilizando o audiovisual como linguagem de pesquisa e produção de conhecimento. Dirigiu o documentário Guerreiras Quilombolas do Castainho: Nossa Ancestralidade nos Guia (2022), exibido em festivais e “ Zeza do Coco - Raízes do Quilombo | Álbum Visual” selecionado para o Prêmio Pierre Verger da Associação Brasileira de Antropologia (ABA).
SAÚDE MENTAL E DIVERSIDADE NA SAÚDE COLETIVA: O PODCAST COMO ESPAÇO DE DIÁLOGO E PRODUÇÃO DE SENTIDOS
Outras Linguagens
1 FURB
Processo de escolha do tema e de produção da obra
Este trabalho apresenta a produção da temporada “Saúde Mental e Diversidade” do Podcast Saúde Coletiva: Informação, Orientação e Cuidado, como uma experiência de comunicação ampliada que articula ciência, território e produção de sentidos no campo da Saúde Coletiva. A escolha do tema surgiu de uma roda de conversa realizada em agosto de 2025, construída em parceria entre universidade, PET-Saúde Equidade e ACIB, evidenciando a potência do encontro entre saberes acadêmicos, práticas profissionais e experiências sociais. A partir dessa vivência, identificou-se a necessidade de ampliar a circulação dessas discussões, utilizando o podcast como linguagem acessível. A temporada é composta por quatro episódios que abordam as interseções entre saúde mental e diversidade: sexualidade; questões étnico-raciais; cuidado em liberdade; e pessoas com deficiência. A construção da obra envolveu docentes, mestrandos, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil, configurando um espaço coletivo de elaboração, escuta e compartilhamento de experiências. Os episódios foram produzidos pela FURB TV, emissora educativa e universitária da Universidade Regional de Blumenau (FURB), voltada à produção de conteúdos educativos, jornalismo local e produção regional. A emissora também atua como espaço formativo para estudantes de comunicação e como meio de divulgação de projetos de pesquisa e extensão da universidade. A organização do podcast ocorreu com a organização dos bolsistas do mestrado profissional, responsáveis pela mediação junto à FURB TV, dos docentes mediadores das mesas de debate e dos convidados, incluindo pessoas da comunidade, profissionais de saúde, militantes e representantes de associações de usuários.
Objetivos
Objetivo geral: Produzir um espaço de diálogo crítico que problematize a saúde mental em sua dimensão social, histórica e cultural, reconhecendo-a como atravessada por desigualdades e marcadores sociais. Objetivos específicos: a) Abordar as interseções entre saúde mental e diversidade a partir dos temas: sexualidade; questões étnico-raciais; cuidado em liberdade; e pessoas com deficiência. b) Ampliar as formas de produção e circulação do conhecimento no campo da Saúde Coletiva por meio do uso do podcast como linguagem acessível. c) Tensionar modelos tradicionais de produção e difusão do conhecimento, valorizando narrativas, vivências e saberes situados. d) Promover uma abordagem inter e transdisciplinar, articulando diferentes saberes e experiências na construção de sentidos sobre o cuidado em saúde mental.
Ano e local da produção
Produzida entre outubro e novembro de 2025, nas dependências da FURB TV, em Blumenau/SC, e divulgada em março de 2026. Duração média: 30 minutos por episódio. Plataformas: YouTube, Spotify e Rádio FURB
Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do Congresso
A análise crítica evidencia o podcast como um dispositivo comunicacional e político-pedagógico que contribui para ampliar o debate público em saúde, ao deslocar a compreensão da saúde mental de um enfoque individualizante para uma abordagem relacional e territorial. As discussões produzidas evidenciam como o racismo, o capacitismo e as desigualdades de gênero e sexualidade impactam os modos de viver, adoecer e acessar o cuidado. Ao mesmo tempo, afirmam a diversidade como potência na construção de práticas inclusivas, na defesa do cuidado em liberdade e no fortalecimento do sistema público de saúde.
Em diálogo com o tema do congresso, essa produção reforça a importância de reconhecer os territórios como espaços vivos de produção de saúde, saberes e resistências, valorizando a pluralidade de experiências e epistemologias. O podcast, ao circular em plataformas digitais, amplia o acesso ao conhecimento e promove conexões entre universidade e sociedade, contribuindo para a democratização da informação e para a construção de um pensamento crítico comprometido com a diversidade.
Formatos e suportes necessários referentes à apresentação
Para apresentação, propõe-se a reprodução de trechos em vídeo, articulada à exposição oral sobre o processo de produção e seus desdobramentos. São necessários computador, acesso à internet, projetor multimídia e caixa de som.
Breve biografia do/a autor/a
A autora principal, Letícia Cabral Leles, é psicóloga, mestranda e bolsista em Saúde Coletiva pela FURB, com atuação em saúde mental, formação profissional e políticas públicas, desenvolvendo pesquisas voltadas à educação permanente em saúde e à qualificação do cuidado no SUS. PODCAST – FICHA TÉCNICA E LINK
Nome: Podcast Saúde Coletiva: Informação, Orientação e Cuidado
Instituição: Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – FURB
Parceria: FURB TV
Formato: Áudio digital (podcast)
Ano: 2025 (produção) / 2026 (divulgação)
Duração média: 30 minutos por episódio
Plataformas: YouTube, Spotify e Rádio FURB
Link de acesso:
1º Episódio: https://www.youtube.com/watch?v=WUHWS1a_a_I&t=1537s
2º Episódio: https://www.youtube.com/watch?v=zE29SvmDqKo&t=10s
3º Episódio: https://www.youtube.com/watch?v=hq762WAZjWY&t=2s
4º Episódio: https://www.youtube.com/watch?v=dZ5q1DLjBqg&t=4s
Realização: