Programa - Outras Linguagens - OL5 - Educação Popular, Alimentação e Promoção da Saúde
18 DE SETEMBRO | SEXTA-FEIRA
13:10 - 14:40
13:10 - 14:40
COMO CÊ COME, BEAGÁ? UM FOLHETO ILUSTRADO SOBRE (IN)SEGURANÇA ALIMENTAR URBANA COMO LINGUAGEM DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA CRÍTICA
Outras Linguagens
1 UFMG
Processo de escolha do tema e de produção da obra
Este resumo apresenta o folheto ilustrado Como cê come, Beagá? Notas ilustradas sobre (in)segurança alimentar urbana, produzido em 2025 pelo Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte (OSUBH-UFMG) como parte de um projeto internacional de pesquisa que em Belo Horizonte estuda as trajetórias das políticas de segurança alimentar e nutricional na cidade (Change Stories). O material sistematiza resultados desse projeto, incluindo o estudo qualitativo e participativo Diários de Alimentação, no qual moradores de Belo Horizonte registraram, por meio de diários gráficos e textuais, suas práticas e experiências alimentares cotidianas.
A linguagem ilustrada foi escolhida por sua capacidade de síntese, visibilizando aquilo que os números e tabelas frequentemente apagam: o cotidiano alimentar e os itinerários alimentares como experiências atravessadas por afeto, escassez, resistência e desigualdade. As ilustrações foram concebidas a partir de pesquisa gráfica das paisagens alimentares de Belo Horizonte e das imagens enviadas pelos participantes dos Diários de Alimentação. A equipe trabalhou com letristas de comércio de alimentos locais para desenvolver um material que carrega a estética dos territórios e dos cotidianos de quem neles vivem.
O folheto organiza-se em torno de doze entradas temáticas, entre elas, cozinhas solidárias, comida caseira, restaurantes populares, agricultura urbana, violência urbana e insegurança alimentar e lutas alimentadas por movimentos sociais, que, juntas, compõem um mosaico das contradições alimentares de uma metrópole profundamente desigual. Cada entrada articula evidências de pesquisa com fragmentos das narrativas dos participantes acionando a sua vivência alimentar cotidiana, por exemplo, o registro de uma mãe solo que encerrou o trabalho à meia-noite e teve como jantar o leite fermentado que sobrou do lanche do filho, ou o curto relato de uma trabalhadora autônoma itinerante que não comeu porque havia operação policial na favela. Esses fragmentos não ilustram o texto, eles o constituem, recusando a hierarquia entre saber científico e saber vivido.
Objetivos
O objetivo do material é múltiplo: servir como insumo para processos formativos em espaços universitários, em movimentos sociais e na gestão de políticas públicas; provocar reflexão crítica sobre as contradições de políticas públicas internacionalmente reconhecidas, como os restaurantes populares e a alimentação escolar, à luz das experiências concretas de quem delas depende; e oferecer uma linguagem que dispute a narrativa sobre segurança alimentar, deslocando-a do campo técnico-normativo para o campo político e territorial. E por último, reimaginar a relação entre estética e política na alimentação, a partir de uma iconografia popular da comida.
Ano e local da produção
2025
Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do Congresso
Na perspectiva da Saúde Coletiva, o folheto opera em pelo menos três registros simultâneos. Epistemologicamente, reconhece os diários de alimentação como produção de conhecimento legítima, posicionando os participantes como co-autores da análise e não apenas como fontes de dados. Politicamente, torna visíveis a determinação social da insegurança alimentar e suas dimensões, incluindo o racismo, feminização da pobreza, violência urbana, precarização do trabalho, que as métricas convencionais tendem a fragmentar ou invisibilizar. Esteticamente, aposta que a qualidade gráfica e a densidade narrativa são condições para que o material circule, provoque e permaneça: que seja guardado, compartilhado, debatido.
A produção é coletiva e transdisciplinar, reunindo pesquisadoras de saúde coletiva, nutrição e ciências sociais, ilustradoras e designers, em diálogo com representantes de movimentos sociais e com os próprios participantes das pesquisas. Esse processo de co-criação é, em si, uma aposta metodológica: a de que a divulgação científica crítica não se faz após a pesquisa, como tradução de resultados, mas como parte constitutiva do processo de produção e circulação do conhecimento.
Formatos e suportes necessários referentes à apresentação
O folheto está sendo utilizado em atividades de extensão, disciplinas de graduação e pós-graduação, e espaços de formação de gestores e trabalhadores de saúde e está disponível em português, espanhol e inglês. Sua apresentação neste congresso se dará em formato expositivo, com exemplares impressos disponíveis para manuseio e discussão, acompanhados de breve apresentação oral sobre o processo de produção e os usos já realizados do material.
Breve biografia do/a autor/a
Professora adjunta do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina e do programa de pós-graduação em Saúde Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É pesquisadora do Observatório de Saúde Urbana (OSUBH)/UFMG. Trabalha sobre determinação social dos processos saúde-doença e morte; território e saúde; violência urbana; mudanças climáticas e espaço urbano e sobre trajetórias das políticas e da mobilização popular pela segurança e soberania alimentar urbana.
POEMA-TEMPERO: PROCESSO DE COZIMENTO-ESCRITA CONTRA FOMES
Outras Linguagens
1 UFAL
Processo de escolha do tema e de produção da obra
A escolha temática veio diante do lema da Executiva Nacional de Estudantes de Nutrição - Na luta por um Brasil sem fomes. Nesse sentido, o nosso poema-tempero emergiu da necessidade de voz para aquelas e aqueles que não escrevem apenas por estética e não comem apenas para obter nutrientes. A produção dos versos se deu numa mesa na Universidade Federal de Alagoas, durante um lanche coletivo, e foi inspirada externamente nas construções textuais de Conceição Evaristo, sobretudo sua escrevivência, nas canções afiadas de Belchior, nos versos de Patativa do Assaré e na oralidade confluente de Nego Bispo e, internamente, na urgência de dizer "não" ao que nos causa indigestão. Ao transbordar a técnica para encontrar a humanidade, o poema-tempero assume-se como escrevivência confluente. É o registro coletivo de pessoas que assumem que a Nutrição precisar ser comprometida com a promoção de vivências e não apenas sobrevivências.
Objetivos
Objetivo geral: Utilizar a poesia como equipamento estratégico de provocação e disputa no campo da Nutrição (isto é, as pessoas que a constroem), para que esta locomova-se do campo da métrica fria para o da luta social e do afeto, em consonância com a luta por um Brasil sem fomes.
Ano e local da produção
2026, Maceió - Alagoas
Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do Congresso
O "Poema-tempero" apresenta-se como ingrediente para reflexões críticas no campo da Saúde Coletiva, funcionando como um manifesto que tensiona as fronteiras entre a norma técnica e a vida pulsante nos territórios, desafiando lógicas colonialistas e engessadas. Ao recusar o "alimento-cálculo" e o "nutricionismo-duro", a obra apresenta-se como denúncia direta à desumanização promovida pelo modelo biomédico hegemônico, que reduz a complexidade do comer as questões "biologicistas-engessadas". No contexto dos desafios do século XXI, a contracolonialidade precisa colocar-se em luta frente a questões antigas, como o "higienismo-racista" e novas, como o "colonialismo químico", que atuam como dispositivos de controle que desterritorializam os sujeitos, impondo um "alimento-monocultivo" que agride tanto a biodiversidade do planeta quanto a diversidade cultural dos povos.
Em versos, o texto argumenta que a conexão com os territórios é via estratégica e pulsante para a promoção de saúde em coletividade e integralidade, compreendendo que a "fome-terra-contracolonial" não é apenas uma carência física, mas uma demanda política por dignidade e preservação dos modos de vida frente à lógica do "alimento-produto". Assim, a saúde deixa de ser uma prescrição "engessada" e passa a ser compreendida como um ato de comensalidade e afeto, onde o prato é o ponto de encontro entre a justiça social e o equilíbrio ambiental. Em última análise, o processo de "cozimento-escrita" sugere que os dilemas contemporâneos de saúde — como o adoecimento por ultraprocessados e a intoxicação por agrotóxicos — exigem uma resposta que vá além dos laboratórios. O poema convoca a Nutrição e a Saúde Coletiva a abandonarem a neutralidade "insossa" para assumirem uma postura "temperada e politizada".
Formatos e suportes necessários referentes à apresentação
Formato Sarau.
Para apresentação do presente trabalho, faz-se necessário espaço e, a depender da quantidade de pessoas, equipamento de som (como microfones).
Breve biografia do/a autor/a
José Joaquim da Silva Neto - Alagoano, Palmarino, técnico em agroindústria pelo Instituto Federal de Alagoas e graduando em Nutrição pela Universidade Federal de Alagoas. É Associado à ASBRAN e à ABRASCO, além de membro do grupo ARENGA! e do Centro Acadêmico de Nutrição, na gestão Carolina de Jesus.
CRISES SISTÊMICAS: ANÁLISE DE RISCOS E EDUCAÇÃO POPULAR NA INVESTIGAÇÃO DE MÚLTIPLAS CRISES EM SAÚDE COLETIVA POR JOVENS PESQUISADORES DE HELIÓPOLIS/SÃO PAULO
Outras Linguagens
1 Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP)
2 Observatório De Olho na Quebrada
Processo de escolha do tema e de produção da obra
O processo de colaboração de que resulta a produção do vídeo se inicia no projeto “PANEX-Youth”, que investigou impactos e adaptações de crianças e jovens à pandemia de Covid-19 no Brasil, Reino Unido e África do Sul. Na etapa de aprofundamento da investigação, que contou com uma série de oficinas de pesquisa-ação (Thiollent 2011), o grupo de pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) aproximou-se do Observatório De Olho na Quebrada, projeto da União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região (UNAS) em Heliópolis.
A partir daí, em chamada de projetos-piloto da Accelerator for Systemic Risk Assessment (ASRA/United Nations Foundation) para avaliação de seu modelo de Avaliação de Risco Sistêmico (Gambhir et al., 2025), propôs-se o projeto Jovens Pesquisadores de Heliópolis, que deu continuidade à parceria a partir da exploração da aplicabilidade do modelo, testando-o a partir das perspectivas, conhecimentos e ações de jovens pesquisadores da maior favela de São Paulo. Nele, foram realizados onze workshops com uso de ferramentas de pesquisa participativa como círculos de cultura (Freire 2000), photo voice (Findholt et al. 2011), world café (Fouché e Light 2011) e mapas falantes (de Toledo e Giatti 2014).
Ao final, propôs-se como produção-síntese desse processo, a elaboração de um vídeo que pudesse comunicar seus resultados às comunidades de dentro e de fora de Heliópolis. O vídeo foi inteiramente concebido, roteirizado e produzido por jovens do Observatório De Olho na Quebrada, da UNAS / Heliópolis, em colaboração com pesquisadores da FSP-USP.
Objetivos
A pesquisa teve como objetivo central avaliar a utilidade do modelo de Avaliação de Risco Sistêmico a partir de uma favela, com foco na policrise mudanças climáticas, consequências da COVID-19 e insegurança alimentar. Além disso, buscou engajar jovens pesquisadores na co-construção de novos significados, na hibridização de diferentes tipos de conhecimento, e na identificação de riscos e respostas locais a múltiplas crises com base na realidade e nas dinâmicas internas da comunidade. Já o vídeo teve como objetivo difundir uma experiência de produção participativa de conhecimento construída a partir de parceria entre academia e movimento social. Produzido pelos jovens, o vídeo comunica sobre as conexões que se apresentam no território entre as referidas crises; e investiga, dentro do campo da educação popular, a comunicação de temas complexos.
Ano e local da produção
Heliópolis, São Paulo/Brasil, de agosto de 2024 a fevereiro de 2025.
Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do Congresso
Ao investigar de perto e de dentro (Magnani 2002) as crises que são aceleradas e se interrelacionam através de camadas sociais, ambientais, políticas e econômicas de causas e efeitos (Davies e Hobson, 2022), pôde-se compreender como os severos efeitos em cascata afetam, se somam e agravam situações preexistentes nas periferias, e como as comunidades urbanas desenvolvem práticas sociais e saberes comunitários para a promoção da saúde e sustentabilidade por meio de ações adaptadas ao nível local (Covarrubias, 2019; Giatti et al., 2019; Wahl et al., 2021; Urbinatti et al., 2023). Entende-se que a experiência participativa acrescentou um nível de diálogo detalhado e original, trazendo informações inesperadas para descrever e mapear o sistema de riscos que envolve as periferias urbanas, sem o qual não seria possível compreender os mecanismos e agências locais que caracterizam redes de colaboração e a produção de respostas que conectam recursos locais, atores, instituições e políticas públicas a partir do que foi chamado de “senso de comunidade”, um tema gerador fundamental para a promoção da saúde local.
Formatos e suportes necessários referentes à apresentação
O vídeo tem duração de 11min51seg e está disponível no canal de YouTube da FSP-USP (https://www.youtube.com/watch?v=dbpTCQ8_Rv0). São necessários computador, projetor, sistema de som, conexão à internet e possibilidade de controle de iluminação. Sugere-se que seja exibido em diálogo com outras produções para debate posterior, e que seja precedido de fala introdutória para situar seu tema e processo de produção.
Breve biografia do/a autor/a
Ana Carolina Cordeiro Barbosa, Cindy Maria Jesus Lima Tavares, Bruno de Holanda Felippe, Stephany de Novais Rocha, e Yaz Nascimento da Silva são jovens pesquisadores do Observatório De Olho Na Quebrada. Desde 2018, o Observatório é composto por jovens engajados em um processo de geração cidadã de dados e resgate das memórias locais, visando desconstruir discursos que estigmatizam as favelas, dar visibilidade às potências e reais conflitos existentes em Heliópolis e região, realizar pesquisas e produzir informações para servir como base para o desenvolvimento de políticas públicas e projetos adequados às demandas desses territórios.
Leonardo Musumeci (doutorando), Luciana Bizzotto (pós-doutora), Yorman Marquez (doutorando), Beatriz Damásio (mestrando), e Leandro Giatti (professor livre-docente) são pesquisadores do programa de pós-graduação em Saúde Pública da FSP-USP.
O PODCAST “HISTÓRIAS PARA PENSAR A SAÚDE” E AS EXPERIÊNCIAS DE CUIDADO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA APS
Outras Linguagens
1 UNICAMP
Processo de escolha do tema e de produção da obra
O tema deste trabalho emerge das experiências vividas por uma Profissional de Educação Física no cotidiano da Atenção Primária à Saúde, no contexto do Sistema Único de Saúde, articulando prática, formação e inquietações sobre os modos de cuidar. A escolha se fundamenta na percepção de que, apesar dos avanços teóricos da Educação Física, ainda predomina no imaginário social e em parte das práticas uma perspectiva biomédica, centrada na prescrição de exercícios e na relação linear entre atividade física e saúde, frequentemente dissociada das dimensões sociais e subjetivas do cuidado. Em contraposição, a vivência no SUS evidencia a saúde como fenômeno complexo, produzido no encontro entre sujeitos, territórios e práticas. A inserção da Educação Física nesse contexto tensiona modelos tradicionais da profissão, ao demandar atuação interdisciplinar, escuta e construção compartilhada do cuidado. Nesse cenário, emergem experiências que desafiam a centralidade da técnica e apontam para o vínculo e a singularidade como elementos fundamentais na produção de saúde. A escolha do podcast como linguagem está diretamente relacionada a esse processo, a partir da necessidade de comunicar tais experiências de forma sensível e acessível, reconhecendo a potência da narrativa na circulação de conhecimento. Registros inicialmente realizados como apoio pedagógico — incluindo anotações, áudios e reflexões — foram posteriormente revisitados, revelando potencial comunicativo. O podcast narrativo configura-se como uma mídia que articula ciência e experiência, permitindo tensionar representações hegemônicas sobre corpo e saúde e dar visibilidade a práticas frequentemente invisibilizadas. O processo de produção envolveu curadoria dos materiais, roteirização e edição sonora, com seleção orientada pela relevância das experiências e sua capacidade de expressar a complexidade do cuidado no cotidiano.
Objetivos
O trabalho teve como objetivo comunicar, por meio de podcast narrativo, experiências de cuidado na Atenção Primária à Saúde relacionadas à atuação da Educação Física no SUS, buscando evidenciar suas contribuições na produção de saúde, traduzir essas vivências em narrativas acessíveis e sensíveis e refletir sobre as práticas, saberes e competências desenvolvidas no processo de formação em serviço.
Ano e local da produção
Produzido entre 2024 e 2026, no contexto da Residência Multiprofissional em Saúde do Adulto e do Idoso da FCM/UNICAMP, em Campinas (SP).
Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do Congresso
A obra apresenta-se como uma produção situada no campo da Saúde Coletiva, ao compreender o cuidado como fenômeno relacional, atravessado por dimensões sociais, culturais e territoriais. Ao adotar o podcast narrativo como linguagem, o trabalho tensiona modelos tradicionais de produção e divulgação do conhecimento em saúde, deslocando-o de uma lógica técnico-informativa para uma abordagem sensível, experiencial e acessível, alinhada aos princípios da integralidade e da humanização do cuidado.
Os episódios evidenciam que a produção de saúde na Atenção Primária não se restringe à intervenção técnica, mas se constrói no encontro entre sujeitos, saberes e contextos. As narrativas revelam práticas de Educação Física que incorporam escuta, vínculo e adaptação às realidades concretas dos usuários, reafirmando o corpo como território de experiências e significados. Tal perspectiva dialoga com referenciais críticos da área e com a concepção ampliada de saúde do SUS, ao reconhecer os determinantes sociais e as singularidades dos modos de vida.
A obra também explicita marcadores sociais relevantes, como deficiência, gênero e condições de vida, evidenciando como esses elementos atravessam o acesso ao cuidado e a produção de autonomia. Ao dar visibilidade a essas dimensões, contribui para problematizar iniquidades em saúde e reforça o papel das práticas corporais como mediadoras de inclusão, pertencimento e cuidado ampliado.
No que se refere ao tema do congresso, o trabalho se insere ao valorizar o território como espaço vivo de produção de saúde, onde saberes técnicos e experienciais se encontram. As narrativas traduzem práticas que emergem do cotidiano, respeitando contextos culturais, condições ambientais e formas singulares de viver, adoecer e cuidar. Ao reconhecer a pluralidade de experiências e promover a escuta dos sujeitos, o podcast opera como dispositivo intercultural, ao articular diferentes formas de conhecimento e ampliar o diálogo entre ciência e vida.
Além disso, ao utilizar uma mídia acessível e sensível, a obra contribui para a democratização da comunicação científica, favorecendo a circulação de saberes para além dos espaços acadêmicos. Assim, não apenas analisa a realidade da APS, mas intervém nela simbolicamente, ao produzir sentidos sobre o cuidado e fortalecer práticas comprometidas com a equidade, a escuta e a conexão com os territórios.
Formatos e suportes necessários referentes à apresentação
Apresentação com áudio.
Breve biografia do/a autor/a
Profissional de Educação Física pela FEF/Unicamp e especialista em Saúde do Adulto e do Idoso pela Residência Multiprofissional em Saúde da FCM/Unicamp.
Realização: