Programa - Comunicação Oral - CO3.3 - Os territórios e convivencias da diversidade
18 DE SETEMBRO | SEXTA-FEIRA
13:10 - 14:40
13:10 - 14:40
OLHAR PARENTAL SOBRE A LITERACIA EM SAÚDE SEXUAL PARA REDUÇÃO DE VULNERABILIDADES DE JOVENS
Comunicação Oral
1 USP Ribeirão Preto
Apresentação/Introdução
O desenvolvimento juvenil envolve transformações biológicas e psicossociais importantes, e amplia às chances de exposição a riscos diversos à vida. Nesse contexto, a literacia em saúde sexual e reprodutiva pode ser estratégica para reduzir comportamentos de risco e melhorar a busca por serviços de saúde. Embora a escola seja relevante, a família é o principal núcleo de socialização. O diálogo aberto entre pais e filhos atua como fator de proteção, auxiliando no acolhimento e na fixação de conteúdos de educação sexual formal, fortalecendo vínculos a longo prazo. Contudo, a eficácia desse processo depende da literacia e da superação de barreiras culturais e tabus parentais que podem limitar as orientações e ampliar vulnerabilidades.
Objetivos
Objetivos
Dada a escassez de abordagens teóricas que privilegiam a perspectiva dos tutores sobre a temática, este estudo objetivou compreender o olhar parental sob as práticas de cuidado para a iniciação sexual de jovens e suas possíveis reduções de vulnerabilidades.
Metodologia
Metodologia
Pesquisa qualitativa, exploratória e transversal. A amostra (idades entre 35 e 46 anos) incluiu quatro mulheres e um homem (dois heterossexuais, três bissexuais; das regiões Sul e Nordeste do país). As entrevistas foram online (média de 48 min), gravadas e transcritas via TCLE e LGPD. A análise foi temática latente e indutiva seguindo as seis etapas de Braun e Clarke, com resultados exemplificados por falas e literatura.
Resultados e Discussão
Resultados
Todos os pais referiram já ter tido trocas sobre sexualidade com os filhos. Pais bissexuais e/ou que foram vítimas de abuso sexual na infância e/ou adolescência, demonstraram maior facilidade em dialogar abertamente, sendo estes motivados pela preocupação em evitar situações de importunações e abusos sexuais. Esta forma de diálogo foi vinculada com o início dos primeiros desejos sexuais e com a iniciação sexual tardia, por aqueles pais que possuíam mais de um filho e que observaram diferenças nas suas formas de dialogar com os mais velhos e os mais novos. Cuidados em saúde sexual foram vistos como vinculados a questões sociais e de saúde mental por todos os participantes, havendo necessidade de abordagem de diferentes tópicos sobre a vida, quando se dialoga sobre sexualidade com os filhos. Os cinco destacaram receios relacionados a vivências de violência de gênero tanto em âmbitos institucionais, como na escola ou em atendimentos médicos, principalmente com ginecologistas, tanto na rede pública quanto privada de saúde; mas também em termos íntimos, como em trocas de mensagens com fotos íntimas com pares, sendo esta temática abordada por todos os pais. Quatro dos cinco pais relataram saber de trocas de imagens íntimas dos filhos com amigos, como forma de iniciação sexual, principalmente durante e após o período da pandemia de COVID-19. Um dos cuidadores relatou extrema preocupação em envolvimento do filho e seus amigos em movimentos online “redpill”, destacados como misóginos, relatando vistas de trocas frequentes e não autorizadas de conteúdos íntimos de meninas, assim como diálogos de ódio extremo em relação às mulheres, e a falta de resposta positiva em relação a correções institucionais e familiares por parte dos jovens envolvidos no grupo.
Conclusões/Considerações Finais
Discussão e Considerações Finais
Os resultados indicam que o diálogo familiar é uma ferramenta central de prevenção primária. A maior facilidade de pais bissexuais e/ou com histórico de terem sofrido abusos em abordar o tema, concorda com a literatura que aponta a ressignificação de traumas como motor para o desenvolvimento de estratégias protetivas contra a violência sexual (Frizzo et al., 2020). Na perspectiva da Saúde Pública, essa comunicação pode funcionar como um fator de proteção, podendo estar vinculada ao início tardio da iniciação sexual, o que se alinha com evidências de que o suporte parental reduz comportamentos de risco e vulnerabilidades (Taquette, Monteiro, 2019).
A percepção de que a saúde sexual está intrinsecamente ligada à saúde mental e social reflete o modelo biopsicossocial de cuidado. O receio da violência de gênero em instituições de saúde pode evidenciar as persistentes barreiras de acesso causadas pela violência institucional e a reprodução de estigmas por profissionais de saúde, o que pode comprometer a adesão de jovens a serviços preventivos (Zanardo et al., 2017).
Por fim, a preocupação com o sexting pós-pandemia e a ascensão de movimentos misóginos online (“redpill”) aponta para novas formas de vulnerabilidades digitais que colaboram com a onda crescente de casos de violência contra a mulher no Brasil. Ambientes virtuais, que atuam como determinantes negativos na saúde mental e nas relações de gênero (Rentschler, Duffy, 2019), assim como, a resistência dos jovens a correções familiares e institucionais relativas a gravidade destas ações, reforçam a necessidade de políticas de educação sexual que integrem a literacia digital e o debate sobre masculinidades saudáveis em diferentes territórios do país.
PARA ALÉM DA BIOMEDICALIZAÇÃO: ESTRATÉGIA COMUNITÁRIA DE PREVENÇÃO AO HIV/AIDS E O ATIVISMO DE TRAVESTIS E MULHERES TRANS EM MANAUS, AMAZONAS
Comunicação Oral
1 UEA
Apresentação/Introdução
Ao ingressar em sua quarta década, a resposta global à epidemia de HIV/Aids deslocou o foco do uso exclusivo do preservativo para a farmacologização da prevenção. Tecnologias como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ganham a cena de prioridades na prevenção, reduzindo a lógica da educação comunitária em saúde. Embora a seja inegável sua eficácia da PrEP e PEP, observa-se a racionalidade individualizante como imperativo do cuidado de si, além de barreiras de acesso a essas tecnologias de prevenção. Essa tendência foi catalisada por agendas neoliberais que privilegiam soluções farmacológicas e individualizantes em detrimento de ações estruturais, resultando na invisibilização de problemas sociais como o estigma e a pobreza, e dificultando o acesso de populações marginalizadas e periféricas aos sistemas de saúde.
Objetivos
Compreender o planejamento, elaboração e desafios do funcionamento de estratégias de prevenção de base comunitária de ativistas voltadas para mulheres trans e travestis profissionais do sexo na cidade de Manaus, Amazonas.
Metodologia
Utilizou-se uma abordagem qualitativa etnográfica para valorizar o saber dessas ativistas como fonte central de conhecimento. A coleta de dados envolveu entrevistas semiestruturadas com quatro integrantes da diretoria da Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado do Amazonas (ASSOTRAM) e trinta observações participantes em pontos de trabalho sexual trans entre setembro de 2022 e agosto de 2025.
Resultados e Discussão
A análise temática dos dados revelou que há um afastamento de mulheres trans dos serviços de saúde causado pela discriminação sistêmica e o desrespeito à identidade de gênero nestes ambientes, diminuindo seu acesso à prevenção às IST. Historicamente, no Amazonas, o ativismo trans herdou práticas de grupos pioneiros como o Grupo Gay do Amazonas (GGA) para trabalhar a prevenção às IST, mas buscou autonomia e reconstruiu práticas para responder a demandas específicas da população trans que eram negligenciadas em estruturas hegemonizadas por homens gays. Dentre elas, a ASSOTRAM resgatou a técnica de “fazer abordagem” de rua como uma tecnologia de prevenção, que consiste na ida aos pontos de trabalho sexual para entregar insumos. Entretanto, na gramática política das ativistas, “fazer abordagem” não é apenas distribuir insumos, mas uma forma de educação popular em saúde, existir politicamente no território, construir redes, fortalecer laços e engajar socialmente. Essa prática utiliza tecnologias leves, centradas no vínculo e no uso de códigos culturais próprios, como o pajubá, permitindo um diálogo horizontal que rompe com a lógica verticalizada do saber médico tradicional. A resposta da ASSOTRAM surge como uma resistência ao abandono planejado do Estado, que investe massivamente em um modelo biomédico que acaba por ignorar identidades que não possuem igualdade de acesso a ele, demonstrando que a prevenção integral exige superar a barreira da clínica tradicional. Entretanto, ao executar esta estratégia, as ativistas enfrentam o pouco apoio financeiro, logístico, técnico e estrutural do Estado, que contribui apenas com a oferta dos insumos, necessitando do auxílio de outras associações e aliados para custos de mobilidade, equipamentos e outros materiais essenciais para a execução da “abordagem”. Mesmo frente a estas dificuldades, os resultados apontam a relevância da prevenção comunitária na capacidade de ler o “território usado”, no uso de uma educação de pares pautada na identificação mútua para potencializar o diálogo da prevenção e na importância de construir redes informais de proteção, onde o afeto e a experiência compartilhada, como a vivência da sorologia ou da exclusão, são transformados em ferramentas de luta coletiva.
Conclusões/Considerações Finais
As barreiras sistemáticas e o estigma estrutural no Amazonas revelam a insuficiência de um modelo biomédico reducionista, que ao focar na medicalização, despolitiza o processo saúde-doença e ignora os determinantes sociais. Nesse contexto, as ações da ASSOTRAM emergem como uma tecnologia social de sobrevivência, utilizando o afeto e o saber territorial para preencher as lacunas da gestão pública. Conclui-se que o enfrentamento eficaz das IST/Aids exige uma transição para uma abordagem interseccional que valide as epistemologias do cuidado produzidas nas margens, reconhecendo a agência política das pessoas trans como pilar fundamental para a garantia do direito à saúde e à cidadania.
RACISMO AMBIENTAL E SOFRIMENTO PSÍQUICO EM TERRITÓRIOS DE MINERAÇÃO: O CASO DO SISTEMA PONTAL EM ITABIRA/MG
Comunicação Oral
1 Fiocruz Minas
Apresentação/Introdução
Este trabalho analisa o processo saúde-doença na perspectiva da Saúde Coletiva, compreendendo-o como um processo social indissociável das dinâmicas de reprodução social e produção econômica. Em Itabira/MG, a mineração em larga escala configura um território onde a saúde é determinada por condições históricas e políticas que priorizam a extração mineral em detrimento de melhores condições de vida para a sua população. Diferente de cenários de municípios como em Mariana e Brumadinho, Itabira vivencia impactos crônicos de um território que, embora não tenha passado por um rompimento de barragem, convive diariamente com os efeitos da mineração. A pesquisa visibiliza esse sofrimento social dialogando com as categorias da Determinação Social da Saúde (DSS), que enfatizam as raízes estruturais das desigualdades produzidas pelo modo de produção capitalista, e a resistência à redução da saúde a meros fatores de risco isolados.
Objetivos
Analisar a relação entre o aumento das notificações de sofrimento psíquico em Itabira e a elaboração de respostas institucionais. Buscou-se verificar se o agravamento dos indicadores epidemiológicos no território do Sistema Pontal induziu a criação de serviços especializados ou intervenções pautadas na determinação social da saúde.
Metodologia
Trata-se de uma pesquisa de métodos mistos. Quantitativamente, analisou-se de forma descritiva dados epidemiológicos do e-SUS (2018-2022) e da Ação Civil Pública (nº 5002708-51.2022.8.13.0317), focando em notificações de transtornos ansiosos, depressivos e pior qualidade do sono em unidades de saúde inseridas na mancha de inundação do complexo do Pontal, em Itabira. Realizou-se análise documental de políticas e ações locais sob o referencial da determinação social da saúde (BORGHI; OLIVEIRA; SEVALHO, 2018), que compreende o adoecimento a partir da historicidade dos processos sociais.
Resultados e Discussão
Os dados coletados indicam uma alteração significativa no perfil de morbidade do território. No PSF Nossa Senhora das Oliveiras, houve um aumento de 559% nas notificações de sofrimento psíquico entre 2018 e 2019. Embora multicausal e sem correlação linear exclusiva com a insegurança das barragens, a simultaneidade entre o agravamento do risco geotécnico — visibilizado pelo crime de Brumadinho — e o crescimento exponencial de queixas de ansiedade e depressão é evidente.
Contudo, esse panorama não foi acompanhado por reestruturação das políticas públicas. No período analisado, não houve a implementação de serviços especializados ou estratégias de intervenção sobre justiça e racismo ambiental. A rede de saúde permanece operando sob a lógica de demanda espontânea, medicalizando o sofrimento sem enfrentar os condicionantes sociais que promovem o adoecimento. Conforme o CEBES (2010), a saúde como direito exige que o Estado interprete o dado epidemiológico como um imperativo ético para a ação. Em Itabira, a manutenção do status quo reforça a negligência sobre as populações atingidas, mantendo o adoecimento invisibilizado sob a ótica de "transtornos individuais" e ocultando a responsabilidade do modelo produtivo na produção da doença (LAURELL, 1982).
Conclusões/Considerações Finais
A análise dos dados evidencia um descompasso ético e operacional entre o agravamento do perfil epidemiológico e a resposta do sistema de saúde. O crescimento das notificações atua como um sentinela epidemiológico da determinação social, expondo como a lógica predatória da mineração se sobrepõe ao direito à saúde. O silêncio institucional frente a esses indicadores revela uma negligência que reduz impactos territoriais a transtornos individuais, reforçando a medicalização em detrimento do enfrentamento ao racismo ambiental.
Conclui-se que a superação da fragmentação do cuidado exige o fortalecimento da vigilância em saúde ambiental e a criação de protocolos e serviços especializados na complexidade dos territórios minerados. A consolidação da equidade em saúde depende da articulação orgânica entre a produção acadêmica, movimentos sociais e população atingida para tensionar o modelo de desenvolvimento vigente, denunciar a determinação social do adoecimento e exigir políticas de reparação que garantam a soberania e o bem-estar dos atingidos.
“BRISAS E VENTANIAS ME TROUXERAM ATÉ AQUI”: PRÁTICAS ARTÍSTICO-CULTURAIS COMO FERRAMENTAS CLÍNICAS DO CUIDADO EM SAÚDE MENTAL.
Comunicação Oral
1 UFRJ
Contextualização
Ao longo de minha trajetória como residente multiprofissional em saúde mental, deparei-me com inquietações práticas que não apenas motivaram, mas também delinearam minha produção acadêmica e clínica sobre o tema. Durante esse período, observei que a inserção da arte e da cultura nos serviços de saúde mental, muitas vezes, configurava-se como um espaço marginalizado, restrito a poucos indivíduos e com escassa participação da equipe.
Tal cenário parecia refletir uma certa ambiguidade, senão uma invisibilidade, acerca da relevância clínica dessas ferramentas no processo terapêutico. Frequentemente, a arte e a cultura eram reduzidas a meros instrumentos de ocupação do tempo ou de lazer, sem que suas potencialidades transformadoras fossem plenamente reconhecidas ou exploradas.
Como artista, é importante dizer o quanto este tema me atravessa. Desde pequena, foi a partir da arte e da cultura que consegui me conectar com o mundo, me refugiar do vazio, expressar o que queria, o que não queria e às vezes até mesmo enxergar o que não conseguia compreender sobre mim, o outro e a vida. Sem dúvidas, esses elementos me forjaram. É por meio da música, e das artes plásticas e visuais que eu sigo cuidando da minha saúde mental e conhecendo a mim, o Brasil, minha ancestralidade, um pouco do outro e do mundo.
Diante dessa percepção, e ciente do profundo impacto que a arte e a cultura podem exercer na clínica em saúde mental, passei a direcionar minha atuação profissional para desvelar e amplificar esse potencial. Meu objetivo tornou-se não apenas utilizá-las em minha prática, mas também fomentar, nos espaços que habitava, uma compreensão mais ampla e crítica de seu valor terapêutico. Foi nesse movimento que encontrei os fundamentos para a construção desse trabalho– e é nessa direção que continuo a caminhar.
Descrição
Em suma, o trabalho apresenta um relato de experiência sobre a utilização de práticas artístico-culturais como ferramentas clínicas fundamentais no cuidado em saúde mental, desenvolvido durante a Residência Multiprofissional em Saúde Mental em diferentes dispositivos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Rio de Janeiro. O estudo fundamenta-se na premissa de que a arte e a cultura não devem ser reduzidas a meras ocupações de tempo, mas sim reconhecidas em seu potencial de transformação subjetiva e social, rompendo com a lógica puramente organicista e medicalizante da psiquiatria tradicional.
Trata-se de uma abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência com inspiração sociopoética, utilizando a observação participante e registros de oficinas coletivas e atendimentos individuais. O referencial teórico-metodológico é composto pela "colcha de retalhos" intelectiva da sociopoética (Gauthier), agrupando a Dialogicidade e Círculos de Cultura (Paulo Freire), a Escuta Sensível (René Barbier), o Teatro do Oprimido (Augusto Boal), a Análise Institucional (René Lourau) e os conceitos de Devir e Esquizoanálise (Deleuze e Guattari).
Período de Realização
As experiências artístico-culturais apresentadas, foram desenvolvidas a partir das vivências colecionadas ao longo dos dois anos (2024 e 2025) de formação no programa de pós-graduação - Residência multiprofissional em saúde mental - de um hospital universitário psiquiátrico do Rio de Janeiro.
Objetivo
O trabalho possui como objetivos:
1) Desvelar as experiências artístico-culturais realizadas na clínica da saúde mental atravessadas pelos elementos teóricos constituintes da sociopoética.
2) Refletir sobre o uso da arte e cultura como ferramentas clínicas do cuidado em saúde mental a partir de um relato de experiência na RAPS carioca.
Resultados
Foram analisadas sete práticas artístico-culturais realizadas em um Hospital Psiquiátrico Universitário, um CAPSi, um CAPS AD II, um CECO e uma Clínica da Família. Dentre os resultados destaca-se que: as práticas possibilitaram o deslocamento dos usuários do lugar de "espectadores" da própria vida para o de "protagonistas"; a promoção do acesso a arte e a cultura corroboram a deselitização do público e dos espaços de consumo; e a emergência dos devires, permitindo que os indivíduos expressem suas subjetividades para além do dizível, fortaleçam a autonomia, vivências, trocas coletivas, vínculos terapêuticos e desenhem novas maneiras de existência.
Aprendizado e Análise Crítica
Como enfermeira idealizadora destas práticas, enfrentei o estranhamento de quem ainda vê nossa categoria presa apenas a tecnologias duras e procedimentos concretos. No entanto, as experiências vividas e relatadas reafirmam o papel do enfermeiro como terapeuta, utilizando o próprio corpo, a sensibilidade e a criatividade como recursos científicos para despertar o bem-estar no encontro com o outro e produzir cuidado integral, consolidando a arte-cultura como uma tecnologia leve imprescindível para uma clínica ampliada, ética e antimanicolonial.
Realização: